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Resistência iraquiana atinge ritmo de 150 ataques diários

Em três dias, de segunda-feira dia 13 a quarta-feira 15, a Resistência prosseguiu com seus golpes em profundidade, abatendo mais 240 invasores e colaboracionistas, sendo 83 mortos

Na semana passada, 322 invasores e colaboracionistas abatidos; na anterior, 420 - a escalada de baixas no Iraque reflete o fato de que o número de ataques diários da Resistência já alcançou a cifra de 150, por todo o país, segundo já admitiram militares que trabalham no Pentágono à imprensa dos EUA, alarmada com sua intensidade e freqüência. Outra testemunha da situação, o correspondente da TV australiana ABC, Peter Cave, afirmou na quarta-feira dia 15 em transmissão desde Bagdá, que os soldados dos EUA “estão sob um verdadeiro cerco”, e registrou que o Pentágono cancelou as conferências diárias com a imprensa sobre o andamento dos combates.

Em três dias, de segunda-feira dia 13 a quarta-feira 15, a Resistência prosseguiu com seus golpes em profundidade, abatendo mais 240 invasores e colaboracionistas, sendo 83 mortos, e detonando outra vez um oleoduto, consertado há exatos dois dias, que permitiria o roubo do petróleo iraquiano através do porto turco de Ceyhan. Também chamou a atenção os crimes de guerra cometidos pelo invasor. Após metralhar uma multidão numa rua central de Bagdá no domingo, inclusive matando um jornalista e ferindo outro, o exército ianque disparou contra ambulâncias em Faluja e Ramadi, matando civis e pessoal paramédico. 

BOMBA SOBRE RODAS 

A Resistência explodiu, em Bagdá, na terça-feira, uma fila de candidatos a renegados, que aguardavam sua vez de se inscrever na força criada por Bush, diante de uma delegacia de polícia colaboracionista no centro da capital. O carro-bomba surpreendeu os colaboracionistas, abrindo uma cratera de três metros e matando 49, mais 131 feridos. Ainda na capital, um comboio ianque foi atingido também no centro, um jipe Humvee foi destruído e os outros dois fugiram; dois invasores mortos e três feridos. Em Baqba, uma van que conduzia policiais colaboracionistas foi emboscada pelos patriotas iraquianos e, ao final do embate, 11 lacaios estavam mortos, mais o motorista. 

ENTRONCAMENTO DE BAIJI 

Na região de Kirkuk, o segundo pólo petrolífero iraquiano, ao norte, um oleoduto foi explodido no entroncamento de Baiji, às 3 h da manhã, interrompendo, de novo, o assalto de petróleo via Turquia. Colunas de fumaça tomaram conta do céu e as labaredas se espalharam. Dois dias antes, depois de meses de trabalho, os invasores haviam conseguido substituir duas válvulas para retomada da sangria do petróleo iraquiano, mas agora voltou tudo à estaca zero. A cidade, onde fica uma das principais refinarias do Iraque e onde se unem várias linhas de oleoduto, é um “ponto de estrangulamento”, lamentou-se o tenente-coronel ianque Lee Morrison. “É tão fácil de atingir. Eles já fizeram isso antes”. Em Mossul, terceira maior cidade do Iraque, ao norte da capital, quatro soldados da Força Tarefa Olympia foram mortos e dez feridos em ataque na região oeste, na parte da manhã. Para completar, mais um acidente de trânsito, e logo na “Província de Anbar”: outro marine empacotado em negro, informou o Pentágono. 

ENFRENTAMENTOS EM RAMADI 

No dia seguinte, os principais enfrentamentos se deram em Ramadi, a capital da província de Anbar, com 500 mil habitantes, e libertada pela Resistência. O invasor tentou uma incursão, apoiada por bombardeios aéreos, mas foi novamente detido. As notícias iniciais disponíveis contabilizavam seis marines mortos e 11 feridos. Em Essaouira, 40 km ao sul de Bagdá, quatro colaboracionistas foram mortos e 13 ficaram feridos em ataque da Resistência contra um posto da Guarda montada por Bush. Ao sul de Kirkuk, dois colaboracionistas que prestavam serviço em base dos EUA em Rahim foram emboscados e mortos. Em Baqba, a 60 km ao norte de Bagdá, quatro policiais e mais outro colaboracionista ficaram feridos na explosão de um artefato acionado à distância que atingiu sua viatura. 

EMBOSCADA EM BAGDÁ 

Na segunda-feira, não fora diferente. Cinco soldados dos EUA foram mortos e mais sete feridos em emboscada na capital, com bomba e tiros de Kalachnikov, por volta de 16h30. Um veículo do invasor foi destroçado e outro ficou avariado. Os invasores eram da Força Tarefa Bagdá, uma tropa especial. Outros dois invasores, da Companhia Bravo, estacionada em “Camp Cooke”, foram mortos em explosão à passagem do seu comboio, nas imediações de Bagdá.

Sob o avanço da libertação, mais e mais o invasor desconta na população civil sua impotência diante da Resistência. Nos novos bombardeios de Faluja, os EUA mataram 20 civis e feriram 23, de acordo com os hospitais da cidade. Como sempre, o Pentágono disse tratar-se de uma operação que “atingiu de forma exata os terroristas e protegeu as vidas de civis inocentes”.  Como relataram as testemunhas, eram casas do bairro residencial de al Shurta e uma ambulância. Mulheres e crianças foram assassinadas, assim como o motorista da ambulância, atingida por um míssil. Também foi bombardeado o mercado local. “Cada vez que enviamos uma ambulância, ela é alvejada”, denunciou à TV Al Jazira o diretor do Hospital de Faluja, Dr. Rafia al Isawi. Massacre semelhante se repetiu em Ramadi, onde 12 civis foram mortos e 22 feridos pelos atiradores dos EUA, incluindo mulheres e crianças. “Ambulâncias e equipes médicas foram alvejadas pelos atiradores dos EUA em várias partes de Ramadi”, denunciou o diretor-geral do Hospital da cidade, Khamis al Saad. “Dois motoristas de ambulância e membros das equipes médicas a bordo também foram mortos”.  Em Bagdá, uma pessoa foi morta, três feridas e uma loja de roupas destruída por míssil em bombardeio de uma área comercial da capital. Toda essa infâmia só faz tornar maior o repúdio do povo iraquiano ao covarde invasor, trazer mais gente para a luta, e aproximar a hora da expulsão dos agressores ianques. 

ANTONIO PIMENTA

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