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John Kerry denuncia conluio de Bush com cartel armamentista “Hoje, George Bush facilitou o trabalho para os terroristas e dificultou o comprimento da lei. Ele ficou do lado de seus amigos do lobby de armas”, afirmou John Kerry, candidato a presidente dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, na segunda-feira, dia 13, quando expirou a lei que proibia a fabricação e venda nos EUA de 19 modelos de armas poderosas de estilo militar, como os rifles AR-15 (versão modificada do M16 do exército americano), ou fuzis semi-automáticos como o israelense Uzi, por total inércia do Executivo e forças afins no Legislativo. A companhia Beretta USA, por exemplo, aceita pedidos há duas semanas e presenteia um cupom com dois carregadores de graça a quem fez a reserva de alguma dessas armas. Outros fabricantes preparam modelos especiais que podem ser dobrados, ou seja, ser escondidos com maior facilidade. “Tem carregadores de grande capacidade e disparam rápido. Essas armas não se usam para caçar. São armas para assassinar”, declarou na semana passada o chefe da polícia de Los Angeles, que tentou evitar que caducasse a lei, ao jornal inglês The Independent. Kerry recebeu o
apoio da Associação Nacional das Organizações Policiais, que reúne mais de
dois mil sindicatos norte-americanos. “Os policiais estão cansados de um
presidente que tira seguranças das ruas com uma das mãos e põe armas
militares pesadas ao alcance dos bandidos com a outra”, frisou se referindo à
proposta de corte de um fundo para a contratação de policiais e compra de
equipamento para eles, que Bush encaminhou.
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