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Nei Lopes lança novo CD “Partido ao Cubo” com muito partido alto Um dos maiores compositores da atualidade, Nei Lopes acaba de lançar o CD “Partido ao Cubo” (Fina Flor), tendo como base o partido alto. “Esse disco não tem pretensão de ser pioneiro. Fiz algo parecido em “Negro mesmo”, de 1983, que já tinha esse sentido pan-africanista, a tentativa de ampliar o espectro do samba”, afirma o sambista carioca, que também é historiador e escritor. . Cheio de ritmo, o CD é uma homenagem a Cuba, que ele considera “o país da afro-América que mais influenciou a música mundial, excluindo, é claro, os Estados Unidos. Cuba é a expressão musical de latinidade”. Na avaliação de Nei Lopes, o partido alto é o mais africano dos estilos do samba. A partir de um refrão pré-determinado os partideiros improvisam versos. O lançamento foi feito no Centro Cultural Carioca, mo último dia 4, com participação de Tantinho da Mangueira, Lucinha Lins e Fátima Guedes. Na faixa “Samba de Eleguá” mostra sua religiosidade ao reverenciar um orixá. “Moro em Seropédica e ando muito assustado com esse fundamentalismo neopetencostal que discrimina o samba e a umbanda”, diz Nei, acrescentando que é “um intelectual envolvido diretamente com a questão do negro e da preservação de nossas tradições”. No mesmo dia ocorreu a abertura da exposição e lançamento do livro “Heranças do Samba”, para mapeamento do gênero brasileiro. Segundo o curador da mostra, o francês Zaven Paré, a “intenção é trazer emoção para o público. Fixar conteúdo através da lembrança. Todo brasileiro tem o samba no sangue, na sua essência”.
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