|
1
2 3
4 5
6 7 8|Índice|
Biblioteca|Assinatura|Expediente|Cartas|Não tropece na Língua |
|
|
|
Brasil e Japão firmam parceria para implantação da TV digital “Negociamos que o sistema seja aberto, para incorporar as inovações já desenvolvidas no Brasil”, declarou o ministro Celso Amorim O governo brasileiro firmou com o governo japonês um memorando de entendimento para a adoção de sistema de TV digital no país usando como base o padrão japonês ISDB. O documento foi assinado em Tóquio entre o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o chanceler japonês, Taro Aso. A comitiva brasileira que visitou o Japão contou ainda com os ministros Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, e Hélio Costa, das Comunicações. O memorando será analisado pelo presidente Lula, que tomará a decisão final. O objetivo do governo é que as inovações desenvolvidas pelos cientistas brasileiros através do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) sejam incorporados no padrão que será adotado. “Negociamos que o sistema seja aberto, para incorporar as inovações já desenvolvidas no Brasil e também as futuras inovações”, disse Celso Amorim. O memorando explicita que “o Brasil e o Japão cooperarão para criar um sistema nipo-brasileiro de televisão digital que expresse o desejo de ambos os países de estabelecer uma parceria sólida e duradoura. Para este fim, o governo brasileiro manifesta seu forte desejo de implementar o SBTVD, com base no ISDB-T. Com vistas à implementação do SBTVD, baseado no padrão ISDB-T, o governo brasileiro organizará um comitê com seus setores industriais para elaborar propostas com o intuito de favorecer o investimento internacional visando a criar indústrias de ponta, como a de semicondutores”. Segundo o professor Gunnar Bedicks, pesquisador-chefe do Laboratório de TV Digital da Universidade Mackenzie, “a escolha feita pelo Brasil ao adotar a modulação BST-OFDM, utilizada no sistema japonês é acertada, haja vista ser a modulação mais robusta para resolver os problemas aqui relacionados”. Entre os problemas da TV analógica levantados pelo professor Gunnar estão os relacionados à área de cobertura (chuvisco na tela da TV), ruído impulsivo (interferência) e multipercurso (fantasmas ou sombras). “Desde 1998, o Laboratório de TV Digital do Mackenzie
faz testes para identificar qual o sistema de TV digital é o mais adequado às
características brasileiras. Essas adequações se devem principalmente ao tipo
de modulação, pois é ela que transporta os sinais digitais da torre de
transmissão até o receptor de TV. Se ela não for robusta o suficiente, ou
seja, não resolver os problemas hoje existentes na transmissão analógica, a
tela da TV ficará sem imagem (tela preta), e, no lugar de uma imagem ruim, não
existirá imagem na TV. Conseqüentemente, esses domicílios estarão fora da
audiência”, diz Gunnar. |