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Okamotto denuncia que PSDB quer violar seu sigilo para fazer chicana O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, afirmou, na última segunda-feira, que a oposição está tentando lhe utilizar para fazer chicana contra o presidente e que não autorizará a quebra do seu sigilo bancário porque não existe motivo e nem acusação contra ele. “Vivemos num país que tem leis, que dá direitos individuais. Você só pode ter o seu sigilo quebrado se alguém fizer alguma acusação grave contra você. Qual acusação grave há contra mim? Acusam-me de alguma coisa que eu respondo?”, questionou Okamotto, ressaltando que “posso até vir a abrir o meu sigilo bancário um dia sob a condição de que tenha direito a me defender, porque hoje estou sendo usado numa guerra política”. A oposição diz que Okamotto pagou dívida de despesas de viagem do presidente Lula, caluniando o presidente do Sebrae de ter feito isso com dinheiro de origem irregular. Okamotto afirmou que pagou a dívida e mostrou que tinha renda para tanto. “Eu paguei despesas que o partido lançou em nome do Lula, paguei, como eu era o procurador dele, quando fui fazer sua rescisão do contrato de trabalho. O partido queria cobrar essas despesas de 1997 e 1999, despesas de viagem, de passagens, e eu achei que ele não deveria pagar porque eram despesas de representação, que deveriam ser assumidas pelo partido. Como o partido já tinha lançado essas despesas e não havia outra forma de fazer, eu fiz, porque tinha dinheiro para fazer, tinha receita para fazer e paguei. Isso eu falei, qual crime que eu cometi?” Sobre a acusação de ter dado “presente” em dinheiro para o filho do presidente, Okamotto, que é amigo de Lula há quase 30 anos, ironizou: “Pode ter sido um bicho de pelúcia, pode ter sido um carrinho de bebê, coisas desse tipo”. Okamotto disse ainda que “não há dificuldade de a CPI obter informações do meu sigilo. Só que o processo está errado. Como está montado, para uma devassa em minhas contas, é uma coisa que, como cidadão, não quero discutir”. “Não quer dizer que eu não queira prestar contas. Eu posso prestar contas do que querem saber. Eu posso prestar contas de coisas específicas. Agora, não pode ser assim, tem uma acusação e quebra-se tudo, 20 anos [de movimentações bancárias]”, afirmou. Ele afirmou que a origem do dinheiro usado para o pagamento
de tais despesas foi o suor do seu trabalho: “Eu sou um brasileiro que hoje
ganha razoavelmente bem. Meu salário permite assumir uma responsabilidade como
essa, não é uma coisa fácil, mas, quem ganha aí por volta de R$ 30 mil por mês,
se fizer um bom esforço de seis meses, pode assumir pagar uma dívida como a
que eu paguei”. |