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Estudantes repudiam entrada de capital estrangeiro na Educação Sob o mote “Nossa Educação não está à Venda!”, milhares de estudantes participaram do ato mobilizado pela UNE contra a entrada do capital estrangeiro na educação. “A posse das instituições de ensino, por conglomerados estrangeiros, principalmente dos países imperialistas, gera dependência da produção de ciência e tecnologia no Brasil submetendo nossas pesquisas a interesses alheios aos nossos”, destacou Pedro Campos. Ao lançar a campanha, que irá levar às universidades a denúncia sobre a tentativa do capital externo de encampar a educação brasileira, o presidente da UNE, Gustavo Petta, frisou que “eles querem acabar com a nossa liberdade, com a nossa soberania, com a nossa independência. Eles querem influenciar a juventude e a educação é um dos principais instrumentos de dominação”. “Não podemos perder mais tempo, porque a cobiça dessas corporações é muito grande”, denunciou. Petta ressaltou que entre os pontos positivos do anteprojeto de reforma universitária, em tramitação no Congresso Nacional, está o artigo que restringe em 30% a entrada do capital externo no ensino superior, já que hoje não há legislação que trate desse tema. Segundo Petta, a ausência da lei sobre o assunto permitiu que mais de 50% das ações da faculdade paulista Anhembi-Morumbi fossem vendidas para um grupo norte-americano, Laureate, bem como um grupo educacional mineiro, Pitágoras, que também teve mais de 50% de seu patrimônio vendido ao capital estrangeiro. “Nós defendemos que o capital estrangeiro seja banido do mapa da educação brasileira”, exclamou o presidente da UNE, conclamando os Centros Acadêmicos e todas as entidades sociais a contribuir com a mobilização. MARIANA MOURA |