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UNE denuncia que nova Lei de Florestas camufla ação estrangeira sobre Amazônia “A única maneira de preservar a Amazônia é garantir a soberania do Brasil sobre seu território”, declarou Pedro Campos, secretário-geral da UNE e coordenador da primeira brigada de jovens estudantes enviados ao Projeto Rondon, retomado pelo governo Lula. Mediador do debate que lançou a campanha “A Amazônia é do Brasil!” durante o 11º Coneb da UNE, Pedro denunciou a “ação criminosa das grandes corporações que, através das organizações ambientalistas e institutos de pesquisa internacionais, saqueiam o patrimônio brasileiro”. O geógrafo Aziz Ab’Saber, um dos maiores especialistas do Brasil em questões envolvendo a Amazônia, conclamou os estudantes a “defender nossas florestas da exploração estúpida”. “A Amazônia não pode ficar intocada”, lembrou, mas alerta que a floresta “está sendo vendida aos poucos”, submetida a interesses estrangeiros. De acordo com o presidente da UNE, Gustavo Petta, “a aprovação desse projeto de florestas é resultado do discurso, que vem ganhando força, de que o povo brasileiro é incapaz de preservar a Amazônia”. Um discurso não só mentiroso, porque a floresta só está ainda em pé por causa da determinação do povo brasileiro em preservá-la, como criminoso - pois permitiu o ataque à Constituição brasileira materializado na Lei de Florestas. Ataque este apontado pelo deputado Eron Bezerra (PCdoB/AM) em sua palestra. “A mesma lei que foi aprovada no Brasil – de arrendamento de florestas - já foi a provada no Peru e na Colômbia”, lembrou. Segundo ele, “os estrangeiros podem arrendar quanto de área quiser da Amazônia com base nas Constituições do Peru, da Bolívia, da Colômbia e do Brasil” porque “no governo anterior, de FHC, a Constituição brasileira foi mudada acabando com a distinção entre empresa nacional e estrangeira”. Eron Bezerra ressaltou que “isso dá a dimensão de que o imperialismo nunca desistiu de botar as patas na Amazônia”. “A Amazônia é alvo permanente de cobiça internacional. Muda a tática, muda a maneira de abordagem mas o alvo é sempre o mesmo: a ocupação da Amazônia”. M.M. |