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Cubanos celebram o 45º aniversário da revolução socialista

Milhares de pessoas comemoraram em Havana, no último domingo, o 45º aniversário da proclamação do caráter socialista da revolução cubana, realizada pelo comandante Fidel Castro.

“O que os imperialistas não conseguem perdoar é que estejamos aqui, é a dignidade, a integridade, o valor, a firmeza ideológica, o espírito de sacrifício e o espírito revolucionário do povo de Cuba”, afirmou Fidel naquele 16 de abril de 1961. 

Veteranos dos combates da Baía dos Porcos, o alto comando das Forças Armadas, dirigentes do governo e do Partido Comunista, personalidades da cultura e o esporte marcaram presença no ato realizado no mesmo local onde Fidel falou pela primeira vez sobre o caráter socialista do heróico processo que se desenvolvia na ilha. Naquela época, no dia anterior, dia 15, mercenários sob ordens do Pentágono tinham bombardeado os aeroportos de Havana e Santiago de Cuba e Fidel fez um vibrante discurso convocando o povo a enfrentar os invasores. 

BAÍA DOS PORCOS

No dia 17, a brigada 2506, composta por 1400 renegados mercenários treinados pela CIA, invadiu Praia Girón – Baía dos Porcos -, a 200 quilômetros de Havana, com a obsessão de derrotar a revolução que havia triunfado em Cuba em 1º de janeiro de 1959. Os ‘gusanos’ foram expulsos 72 horas depois, com a maciça participação da população.

Presidiram o ato realizado na Fortaleza San Carlos de La Cabaña, na capital, Pedro Sáez Montejo, membro da direção do PC cubano e primeiro secretário do partido em Havana e os também dirigentes partidários, Esteban Lazo Hernández e Pedro Ross.   

Foi reiterada a decisão de defender a Pátria ao preço que seja necessário e se entregaram réplicas do facão Mambí do Generalíssimo Máximo Gómez, o mais alto galardão outorgado pelas Forças Armadas, a destacados intelectuais e instituições do país.

Publicamos o discurso de Fidel Castro, em 16 de abril de 1961, em homenagem aos que cairam como conseqüência do bombardeio aos aeroportos de San Antonio de los Baños, Cidade Libertad e Santiago de Cuba, quando proclamou o caráter socialista da Revolução e chamou o  povo a se preparar para o combate em defesa do socialismo.

“Por que o que os imperialistas não consequem perdoar é que estejamos aqui, o que os imperialistas não conseguem perdoar é a dignidade, a integridade, o valor, a firmeza ideológica, o espírito de sacrifício e o espírito revolucionário do povo de Cuba.

Isso é o que não podem nos perdoar, que estejamos ai no seu nariz, e que tenhamos feito uma Revolução socialista no próprio nariz dos Estados Unidos!

E que a essa Revolução socialista defendemos com estes fuzis! E que a essa Revolução socialista defendemos com o valor com que ontem nossas defesas antiaéreas crivaram a bala os aviões agressores!

E essa Revolução, essa Revolução não defendemos com mercenários; esta Revolução defendemos com os homens e  as mulheres do povo.

Quem são os que têm as armas? Por acaso as armas as tem o mercenário? (Gritos de: “Não”) Por acaso as armas as tem o milionário? (Gritos de: “Não”) Porque mercenário e milionário são a mesma coisa. Por acaso as armas as têm os filhos dos ricos? (Gritos de: “Não”) Por acaso as armas as têm os capatazes? (Gritos de: “Não”) Quem têm as armas? Que mãos são essas que levantam essas armas? São mãos de filhinhos de papai? (Gritos de: “Não”) São mãos de ricos? (Gritos de: “Não”) São mãos de exploradores? (Gritos de: “Não”) Que mãos são essas que levantam essas armas? Não são mãos operárias? (Gritos de: “Sim”) Não são mãos camponesas? (Gritos de: “Sim”) Não são mãos endurecidas pelo trabalho? (Gritos de: “Sim”) Não são mãos criadoras? (Gritos de: “Sim”) Não são mãos humildes do povo? (Gritos de: “Sim”) E qual é a maioria do povo, os milionários ou os operários? Os exploradores ou os explorados, os privilegiados ou os humildes? (Gritos) Não têm as armas os privilegiados? (Gritos de: “Não”) As têm os humildes? (Gritos de: “Sim”) São minorias os privilegiados? (Gritos de: “Sim”) São maioria os humildes? (Gritos de: “Sim”) É democrática uma revolução em que os humildes têm as armas? (Gritos de: “Sim”). 

REVOLUÇÃO DOS HUMILDES

Companheiros operários e camponeses, esta é a Revolução socialista e democrática dos humildes, com os humildes e para os humildes. E por esta Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes, estamos dispostos a dar a vida.

Operários e camponeses, homens e mulheres humildes da Pátria, juram defender até a última gota de sangue esta Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes? (Gritos de: “Sim”).

Marchemos a nossos batalhões e nos preparemos para sair e enfrentar o inimigo.

Companheiros operários e camponeses da Pátria, o ataque de ontem foi o prelúdio da agressão dos mercenários, o ataque de ontem que custou sete vidas heróicas, teve o propósito de destruir nossos aviões em terra, mas fracassaram, só destruíram dois aviões, e a maioria dos aviões inimigos foi avariado ou abatido. Aqui, frente ao túmulo dos companheiros caídos, aqui, junto aos restos dos jovens heróicos, filhos de operários e filhos de humildes, reafirmemos nossa decisão, de que igual que eles botaram seu peito às balas, igual que eles que deram sua vida, venham quando venham os mercenários, todos nós, orgulhosos de nossa Revolução, orgulhosos de defender esta Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes, não vacilaremos, frente a quem quer que seja, em defendê-la até nossa última gota de sangue”.

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