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Suprema Corte dos EUA acoberta as ilegalidades de Bush em Guantánamo A Suprema Corte dos EUA decidiu, na segunda-feira, 17, não aceitar a apelação dos dois muçulmanos chineses que foram presos por engano no Paquistão em 2001 e que estão até hoje detidos na prisão existente no campo de torturas mantido pelo Pentágono em Guantánamo, território usurpado a Cuba. Abu Baker Qassim e A’Del Abdu Al-Hakim são uigures, etnia de religião muçulmana da região noroeste chinesa de Xinjiang. Eles foram capturados por militares paquistaneses e entregues em 2002 aos EUA, que os seqüestrou e enviou para Guantánamo, onde as tropas de Bush mantém cerca de 500 homens de vários países sem julgamento e sem direito algum. O governo fascista de Bush diz que os suspeitos de terrorismo capturados desde 2001 não estão no âmbito da Convenção de Genebra sobre prisioneiros de guerra e também não são civis que podem recorrer as tribunais do país. Os absurdos do “sistema de audiências” chega ao ponto no qual os acusados não tem aceso às provas que são apresentadas contra eles. Em março de 2005, as autoridades militares decidiram que os dois uigures não eram “combatentes inimigos” e o juiz federal James Robertson declarou que era ilegal a detenção de ambos em Guantánamo. Porém, Robertson afirmou que os tribunais federais nada podem fazer, pois os prisioneiros estão sob jurisdição militar e, tecnicamente, fora do território dos EUA. Os advogados de Qassim e de Al-Hakim apresentaram uma apelação especial pedindo ao Supremo que intervenha no caso, enquanto continua sem resposta outra solicitação de revisão paralela no Tribunal Federal de Apelações do Distrito de Columbia. O advogado do governo Bush, Paul Clement, declarou que o Departamento de Justiça se opõe à apelação e pressionou os magistrados para que o Supremo postergasse toda consideração até depois da decisão judicial do Tribunal de Apelações. |