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Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Ventos soberanos A visita de Chávez ao Brasil, no Estado do Paraná, ocorre no sentido de reforçar essa virada histórica que vem ocorrendo com as forças políticas da América Latina. Quando os países tomam consciência de seu próprio potencial, ficam mais perto de batalhar por liberdade, soberania e justiça social, questões diretamente ligadas ao grau de dependência imperialista. E é esse rompimento que temos visto na entrada deste novo milênio. Que os ventos soberanos continuem a varrer a dependência do mapa, e passem a instituir novos tempos para a nossa sofrida América Latina. João C. Mendes - São Paulo (SP) Chicaneiros Na CPI dos Correios, depois de inúmeros discursos palanqueiros com pouquíssimas verdades e um turbilhão de mentiras, inclusive de parlamentares de passado não recomendável no campo ético e de improbidade administrativa, termina o horror neste tribunal de exceção. Vão os 40 indiciados para o Ministério Público. Até no número de indiciados os chicaneiros imaginaram e arquitetaram para que a mídia golpista pudesse fazer diversas ilações, inclusive de chacotas dos palhaços de plantão. Depois de analisar esses longos meses de blá-blá-blá e manchetismo dessa imprensa golpista, coloquei-me na filosofia de um adágio popular: “É melhor um fim com horror do que um horror sem fim”. Não pensem esses chicaneiros que vão nos calar. Somos milhões para combater esses ricos perversos. E o mais importante, vamos continuar combatendo a corrupção, venha de onde vier, chegue de onde chegar, mas jamais em pré-julgamentos com faz a atual oposição invejosa com o nosso governo Lula. Lair E. Alves – Belo Horizonte (MG) França, um exemplo Toda essa mobilização que envolveu milhões de pessoas em toda a França, foi e está sendo vitoriosa graças à forte união dos estudantes, dos movimentos sociais e de diversos setores da sociedade. Apesar de toda a mídia tentar minimizar as manifestações, durante meses os franceses pararam o país pela revogação da lei do Contrato de Primeiro Emprego, que na verdade, colocaria em risco os direitos dos estudantes. E conseguiram! Agora, com as mobilizações, estão prontos para garantir de fato a retirada da lei. É um exemplo para que todos saibam como é importante sair às ruas e batalhar por seus direitos. Cláudia H. Soares – São Paulo (SP) Telê, um campeão O universo do futebol é semelhante ao concerto de galáxias: existem estrelas de todas as grandezas e os planetas que as orbitam. Há, também, os cometas que vagam errantes pelo espaço. Planetas, asteróides cometas podem ter sido, um dia, partes de estrelas; mas, não consta, em princípio, que um planeta tenha se tornado uma estrela. Normalmente, eles são absolvidos por elas... Aí talvez esteja a grande diferença do universo do futebol: planetas podem se transformar em estrelas de primeira grandeza, ou seja, jogadores medianos podem virar grandes técnicos (caso de Wanderley Luxemburgo, que em seu tempo foi ofuscado pela estrela de Júnior, no Flemengo); e estrelas de primeira grandeza, que brilham em dimensões diferentes (caso de Leão, que também fulgurou como goleiro). Nessa constelação de jogadores que viraram treinadores podemos contar inúmeras estrelas, em todos os tempos: Brandão, Tim, Formiga, Pepe, Evaristo, Felipão, Muricy, Nelsinho, Zagallo, Didi, Zico... Mas houve um que representou um marco, um divisor de águas, na evolução do ex-jogador para condição de treinador: Telê Santana! Com ele o futebol-arte dos “boleiros” ganhou contornos científicos e pragmáticos; a habilidade inata incorporou a aplicação tática e ocupou todos os espaços do campo. Na história da Seleção Brasileira é possível afirmar que Telê Santana foi o melhor técnico! Não lhe faltou competência, não lhe faltaram craques (todos, aliás, tiveram sucesso em suas carreiras, nos clubes), mas faltou-lhe, talvez, “estrela”. Talvez essa seja a única tristeza que Telê guardou do futebol, pois, como diria David Nasser, ele também sonhou com a Copa do Mundo! Tempos depois, a doença o afastou definitivamente dos campos, e, finalmente, o tirou de nós... Mas Telê permanecerá na memória de todos os torcedores, de todos os times, como o “técnico de sonho” de seu tempo. Aquele que todos queriam para seus clubes. Agora ele vai jogar na seleção das estrelas que brilham no firmamento do céu do futebol! Ou será que vai ser técnico? Não importa! O projeto dele, agora, é ser campeão do Universo! Adilson Luiz Gonçalves – correio eletrônico |