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Cartas

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Chuchu da Opus Dei

O candidato tucano à presidência da nossa querida República, aquele medíocre chuchu da Opus Dei travestido de democrata e progressista, não consegue mesmo levantar vôo, nem à custa de páginas e páginas desesperadas da imprensa paulista, que se esforça enormemente para abafar escândalos e promover essa desastrada administração de Alckmin, agora Geraldo, à frente do governo estadual. Além de dar continuidade às privatizações dos pedágios e estatais de energia iniciadas quando mal havia chegado de Pindamonhangaba para assumir a vice, a única obra da qual me recordo é o tal do Rodoanel de Covas, assim batizado para “agradar” o finado. Sem querer entrar no mérito de a quantas anda o Rodoanel tucano, lembro-me apenas de que mesmo esse pedacinho muito insignificante de estrada envolveu grandes escândalos de superfaturamento. Mas, evidentemente, esse fato investigado pela Justiça, a imprensa oligarca daqui também omitiu e abafou em meio aos seus calhamaços de informações inúteis.

Paulo F. Mendes - São Paulo (SP) 

Tucaneiros e linha auxiliar

Assisti o debate numa emissora de TV entre os candidatos à presidência da República. Foi o pior dos debates que assisti nos últimos anos. Não me empolguei e creio não ter o programa empolgado os telespectadores que se dispuseram a assisti-lo. E, olhando no olho de cada um, notei um enorme cinismo. Tinha candidato de uma nota só. Outro bravateiro. Tinha candidato abra-cadabra, esse do imposto único. A candidata que deveria fustigar o seu oponente direto, ficou o tempo todo batendo no governo Lula, reforçando a linha auxiliar do tucaneiro. O candidato das tucanagens com as nossas estatais vendidas à preço de banana e enfiadas em bolsos particulares, falava de uma São Paulo que só existe em Alice no país das maravilhas. A real cidade de São Paulo é a “maravilha” do crime organizado. O candidato dos tucaneiros e nazistas, em suas falas, afirmava o surrado jargão politiqueiro: crescimento, crescimento e crescimento. Realmente São Paulo em doze anos da gestão tucana, o maior crescimento é o da violência.

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG)  

Prisão particular

Co-gestão, será realmente co? Não. No momento em que a administração de presídio vier a ser divida com empresas particulares, a Segurança nunca mais será a mesma. Se é ruim, ficará pior. Se membros do crime organizado e do tráfico já se infiltraram até no Congresso Nacional mediante uma considerável votação popular, certamente, sob a forma de empresas de respeito, se infiltrarão na administração dos presídios com a subserviência passiva da parte pública. Ora, a Segurança social deve ser garantida pelos poderes públicos, pois essa é uma razão, hoje tão importante quanto à Saúde e a Educação, da arrecadação de impostos. Não é outra coisa que está escrito na Constituição: “a Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas...” (artigo 144). Considerado que o Exército está sendo chamado para dar apoio logístico e técnico no combate ao crime, é oportuno que os Chefes Militares devam ser ouvidos a respeito dessa idéia na gestão dos presídios. Ademais, o que estimula uma empresa privada é o lucro, que é, sempre, não há outra, a sua meta. Então, como será obtido lucro numa atividade que é notoriamente improdutiva por natureza? Nessas parcerias, a instituição do trabalho obrigatório para o preso resultará na instituição de uma nova forma de trabalho escravo que, então, estará associada ao cárcere público.

Pedro Luís de Campos Vergueiro - São Paulo (SP) 

Abandono do centro

Visitei, recentemente, o centro antigo da capital paulista, próximo à Estação Júlio Prestes, e pude constatar que, além da sujeira, o projeto de recuperação da área que vinha sendo desenvolvido pela então prefeita Marta Suplicy foi suspenso pela prefeitura do PSDB. Penso que, sem rixas políticas, a cidade e o Estado poderiam ganhar mais e, consequentemente, a população que utiliza esses espaços.

Marinês Fernandez - São Paulo (SP) 

Sempre atentos

Dos anos cinqüenta até os tempos de hoje, pude observar que a ação dos maus políticos tem aumentado astronomicamente. É bom lembrar que todo mal tem fim trágico. No instante em que preparam seus debates ou discursos está evidente a intenção de muitos de enganar os eleitores com palavras arquitetadas para tocar o coração com promessas que nunca vão cumprir. Alguns apresentam projetos aparentemente bem elaborados, mas são planos mal intencionados que nunca vão se concretizar. É preciso que os eleitores estejam sempre atentos.

Paulo Hirano - correio eletrônico

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