JB denuncia leviandade do
Globo com verbas públicas
O Jornal do Brasil repudiou
nesta segunda-feira matéria publicada pelo “O Globo” na edição de domingo, que
tenta “estabelecer, levianamente, ligações irregulares entre a Editora JB e o
antigo chefe da Casa Civil do governo Lula”, o ex-ministro José Dirceu. O
texto também envolve a rede de TV CNT e a Casa Brasil. No artigo, assinado por
Gerson Camarotti, “O Globo” chama Dirceu de “lobista de empresários junto ao
governo”. “Nenhuma acusação objetiva foi formulada”, afirma o JB.
“Valendo-se apenas de
insinuações, entrelinhas e adjetivos ambíguos, o texto menciona o Jornal do
Brasil, a rede de televisão CNT e a Casa Brasil num punhado de parágrafos
confusos e inconclusivos. Pertencente a uma organização conhecida por
protagonizar episódios controvertidos e manobras suspeitas – como a edição do
debate entre Lula e Collor nas eleições presidenciais 1989 ou a tentativa de
esconder a campanha das ‘Diretas Já’ -, ‘O Globo’ afirma que a Editora JB é
‘cliente de José Dirceu’”, diz o JB.
O ex-ministro José Dirceu
destaca que o texto do “O Globo” tem motivação política clara: “A impressão
transmitida pela reportagem é a de que, depois da derrota dos candidatos de
oposição a Lula, apoiados pelas Organizações Globo, essa empresa procura
adular o presidente, num exercício de vassalagem explícita, e afastá-lo de
alguém que foi um dos seus mais próximos auxiliares. Não conseguirá”, disse
Dirceu.
Dirceu aponta que “um dos
problemas dos dirigentes do grupo é se livrar do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, que escreve semanalmente no ‘Globo’, o que comprova os
vínculos históricos com o PSDB”.
O texto do ‘Globo’ diz ainda
que Dirceu despacha em um escritório cedido pelo JB quando está de passagem
pelo Rio de Janeiro. “É mentira”, afirma Dirceu. “Não tenho escritório no Rio
e nunca usei dependências da Editora JB para trabalhar. ‘O Globo’ também
mencionou um almoço num restaurante entre mim e executivos da CNT, mas
conversas públicas não devem assustar ninguém. O que assusta são os encontros
secretos na sede da Globo no Jardim Botânico e as reuniões misteriosas em
mansão na Gávea, residência do dono da empresa”, .
O referido almoço foi citado
pelo “O Globo”’ para dizer que “a emissora de TV sofria problemas de caixa”.
Um executivo da CNT citado na matéria do JB afirma que a empresa “nunca teve
problema de caixa, está muito bem e pertence a um grupo sólido. Mas um dos
nossos objetivos é mesmo aumentar a publicidade oficial e privada, hoje
praticamente monopolizada pelo grupo dirigido pelo controvertido herdeiro
Roberto Irineu Marinho, através de um política de publicidade espúria e de uma
escandalosa distribuição de bônus por volume. Pretendemos crescer com
transparência, de forma legítima, sem manobras políticas nem pressões desse
tipo”.
O JB esclarece que “há um
ano, Dirceu escreve e continuará escrevendo semanalmente nas páginas de
Opinião do JB, que mantém a secular tradição de dar abrigo a representantes de
todas as tendências político-ideológicas”.