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Americanos e comunidade internacional livram-se do embaixador de Bush na ONU

O embaixador de Bush na ONU, John Bolton, apresentou nesta segunda-feira, dia 4, sua renúncia ao posto que teve acesso pelas portas dos fundos, sem a necessária aprovação do Senado americano. O grotesco Bolton assumiu a representação dos EUA na Nações Unidas através de um recurso pouco digno: depois que a então minoria democrata e vários republicanos da Comissão de Relações Exteriores do Senado obstruíram sua designação, Bush o indicou na calada do recesso do congresso em agosto de 2005. Portanto, ocupando uma representação de forma precária e provisória, o depenado “falcão” teria que submeter-se durante o mês de janeiro à nova disputa no Senado. Como suas obtusas opiniões foram massacradas inape-lavelmente nas urnas em 7 de novembro, Bolton achou que o que tinha a fazer era jogar a toalha.

John Bolton, antigo carrega-malas de Bush pai e protegido do vice Cheney, representou Baby Bush como advogado para impedir a recontagem dos votos que resultou no golpe de Estado perpetrado pela Suprema Corte em 2000, o que permitiu a usurpação da Presidência. Daí o “agradecimento” de Bush a esse velho serviçal da casta mais reacionária dos EUA.

As “idéias” de Bolton sobre a convivência dos EUA na comunidade internacional não tão primárias e insustentáveis que são repelidas por boa parte do partido de Bush. Como embaixador na ONU, Bolton nunca escondeu que “10 andares a menos na sede das Nações Unidas não fariam falta” e que o Conselho de Segurança deveria apenas os EUA com poder de veto.

Diante da saída do representante de Bush na ONU, o senador democrata John Kerry, de Massachussets considerou que “a renúncia de John Bolton nos dará a oportunidade de virar a página de um período crítico. Os EUA precisam de um embaixador que tenha o apoio do congresso e possa manter relações com a comunidade internacional”.

SEZÁRIO SILVA 

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