Sete milhões de cidadãos
nos EUA vivem encarcerados ou sob liberdade condicional
O total de presos e pessoas sob liberdade condicional nos
Estados Unidos, de longe o maior do mundo, era ao final de 2005 e segundo
dados de publicação recente, de 7 milhões.
São 2 milhões 193 mil e 798 pessoas encarceradas. Isso
significou um aumento de 2,7% com relação ao ano de 2004. A taxa de
encar-ceramento é de 5 a 8 vezes maior do que a registrada nos demais países
industrializados.
Este índice, que corresponde a 737 pessoas presas para
cada 100 mil, é o mais alto já registrado. A Grã Bretanha tem a taxa de 148
para cada 100 mil; Canadá a mesma taxa atinge 107 por 100 mil; Alemanha 95 e
França 85.
O racismo prevalecente na sociedade americana se reflete
na disparidade racial que atinge a população carcerária: os americanos
afrodescendentes estão nas prisões em número que corresponde a seis vezes mais
que o dos brancos. Ou seja, para cada branco preso há seis negros, embora a
população negra nos EUA seja bem menor que a população branca. O mesmo
problema atinge as pessoas de origem latino-americana que, por sua vez, são
duas vezes mais que os brancos.
Uma pesquisa registrou que o grau de encar-ceramento
cresceu apesar da redução no número de crimes e que não há relação direta
entre o nível de aprisionamento e a redução dos mesmos.
Por exemplo, o Estado de Idaho, onde houve um aumento de
174% no número de prisioneiros, ostentou um incremento de 14% no de crimes.
Enquanto isso, a cidade de Nova Iorque reduziu em dois terços sua taxa de
homicídios apesar de uma redução de um terço na população carcerária.