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Comemoração de aniversário de Fidel reúne multidão em Havana respeito às Convenções de Genebra

Um desfile de tropas e carros de combate, de oficiais do exército e marinheiros, alunos da escola militar Camilo Cienfuegos, do Exército Juvenil do Trabalho, de civis incorporados às milícias de Tropas Territoriais, mais milhares de moradores de Havana, transformaram a Praça da Revolução, no sábado, dia 2, numa enorme comemoração do 50° aniversário do desembarque dos expedicionários do iate Granma e das Forças Armadas Revolucionárias, FAR.

Na manifestação, que também festejou os 80 anos do comandante Fidel Castro, participaram não só centenas de milhares de cubanos, mas estiveram presentes os presidentes Evo Morales, da Bolívia, René Preval, do Haiti, Ortega, da Nicarágua, Ralph Gonsalves, primeiro-ministro de São Vicente e Granadina, além do escritor colombiano Gabriel García Márquez e mais de 2000 importantes personalidades políticas e sociais do mundo inteiro.  

GRANMA 

O povo cubano se orgulha da coragem, da confiança em suas idéias, e da decisão de lutar pela melhoria das condições de vida do povo manifestadas nesse episódio pelos líderes da revolução, encabeçados por Fidel. Em 30 de novembro de 1956, combatentes do Movimento Revolucionário 26 de Julho, sob a direção do jovem professor Frank País, se levantaram em armas contra o tirano Fulgencio Batista em Santiago de Cuba, capital da antiga província de Oriente, hoje Granma.

O levante ocorreu em apoio ao desembarque da expedição do iate Granma, vindo do México, e ocupado por 82 homens, entre os quais estavam Fidel e Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e o Che Guevara. A chegada deles devia coincidir com a ação de terra, no dia 2 de dezembro, mas houve um desencontro. Quando os grupos de Santiago se rebelaram, o Granma estava ainda no mar. No dia 5, depois de perder as armas e as provisões, os combatentes do Granma foram surpreendidos pelo exército de Batista. Restaram só 12 sobreviventes.

O desenlace deste difícil momento entrou para as páginas mais vibrantes da revolução cubana e do mundo. Os poucos homens, feridos e isolados tiveram que se dividir para não ser pegos. Dias depois, Fidel conseguiu agrupar a oito de seus companheiros. No dia 18 de dezembro de 1956, na região montanhosa de Cinco Palmas, os dois irmãos Castro se reencontraram. Foi quando Fidel, dando mostras de seu otimismo revolucionário, disse a Raúl: “Você traz cinco fuzis e eu tenho dois. Já são sete. Agora sim ganhamos a guerra”. 

Depois, se internaram nas montanhas da Sierra Maestra e o núcleo guerrilheiro cresceu com os camponeses e trabalhadores da cidade, até formar uma coluna, que se multiplicou e formou outras frentes a Oriente e Ocidente da Ilha, e culminou com a vitória da revolução em primeiro de janeiro de 1959.

“Agradecemos a presença de amigos da Revolução Cubana, que têm nos brindado seu apoio e solidariedade indispensáveis durante os últimos 50 anos desta longa luta pela soberania e pela liberdade”, afirmou o presidente em exercício, Raúl Castro, na Praça. Fidel, se recuperando da cirurgia, acompanhou a festa com familiares e amigos pela televisão.

Muito aplaudido, assinalou que “Apesar das manobras e das pressões dos EUA e de seus aliados, ganhamos força. Preservaremos custe o que custar a liberdade do povo cubano e a independência e a soberania da Pátria”.

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