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Márcia Campos, presidente da FDIM

‘Povo venezuelano tomou as ruas para celebrar a vitória de Hugo Chávez’

“O povo venezue-lano tomou as ruas para cantar, dançar, se abraçar, dividir uns com os outros uma alegria imensa, uma comemoração cheia de júbilo e fortalecimento de suas idéias”, afirmou Márcia Campos, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil  e da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), que esteve na Venezuela como observadora internacional a convite do Conselho Nacional Eleitoral.

Ela relatou sua experiência: “tive a oportunidade de percorrer seis escolas onde estava havendo votação. Em três delas, o Chávez era praticamente unanimidade; eram situadas nos bairros mais pobres”.

“Filas muito grandes com pessoas de pé ou sentadas em banquinhos, com uma coisa em comum nessas escolas: a festa que faziam para votar”.

“Quando passávamos pelas filas”, contou Márcia, “nos pegavam pelo braço, nos agradeciam a presença e diziam que assim poderíamos contar em outros países como eles estavam felizes e como suas eleições eram limpas e democráticas”.

“Traziam instrumentos musicais nas filas, bandeiras, roupas e bonés vermelhos, tudo com o nome de Chávez. Diziam-nos que estavam esperando acabar a votação para se vestirem para a festa da vitória já que a lei eleitoral venezuelana proíbe o uso de roupas de campanha durante a votação”.

Márcia destacou as tentativas frustradas dos golpistas: “Nos colégios onde os esquálidos (assim se chama por aqui a oposição) eram em número maior, haviam preparado o circo para anunciar fraude a partir das 15 horas. Fraude que eles, durante toda a campanha eleitoral anunciaram que iria acontecer. Mas, nem mesmo isso, com o resultado mais do que excelente de Chávez, conseguiram manter. Hoje já amanheceram dizendo que o resultado precisava ser reconhecido pela oposição e que vão se manter unidos para no futuro disputarem com mais possibilidades. Todos os jornais por aqui amanheceram dizendo que Chávez ganhou de forma limpa, sem fraudes, isso é inédito na Venezuela”.

“Uma das escolas que visitei foi a do bairro 23 de Janeiro, onde vota o presidente Chávez. Quando o presidente chegou para votar, parecia que o mundo viria abaixo: a festa da população, os gritos de ‘Uh! Ah! Chávez não se vá!’ pareciam que iam deixar a gente surda”.

EMANCIPAÇÃO 

“Ele se emocionou muito”, destacou Márcia, “e a emoção atingiu os observadores internacionais que reconhecem o papel que ele vem cumprindo para a causa da emancipação dos povos. Éramos nesse momento cerca de sessenta observadores dos cinco continentes”.

Márcia relatou a reação de Chávez ao vê-la: “Assim que me viu, veio falar comigo e começou a dizer que eu ia trazer as mulheres do mundo para a Venezuela. Ele saudou: Viva a FDIM! Viva Lula! Viva Márcia!”

“E aí chamou as suas duas filhas que estavam com seus filhos acompanhando o Chávez na votação e disse que queria que eu as envolvesse na preparação do Congresso da FDIM aqui na Venezuela, o que concordei com muito prazer pois são mulheres guerreiras e determinadas”.

“Ontem à noite me somei ao povo venezuelano, às mulheres e aos homens que comemoravam emocionados e felizes a vitória eleitoral de Chávez. Essa emoção vivida nesse processo eleitoral venezuelano vai contribuir em muito com a minha, cada vez maior, determinação de seguir lutando por um Brasil mais justo, mais igualitário, mais soberano, por um mundo onde a paz e a independência prevaleçam”, concluiu a presidente da FDIM. 

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