Nélio: “V Congresso da CGTB levantará alto a bandeira da
Pátria livre da especulação”
Para o 2º
vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil e presidente do Movimento União
Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, evento reforça a defesa da soberania
nacional, de um país desenvolvido com mais emprego, renda e justiça social
Caravanas de
caminhoneiros estão sendo organizadas nos Estados rumo ao V Congresso da CGTB.
Evento que será o congraçamento de sua história de luta, levantando alto a
bandeira da defesa dos direitos trabalhistas, da soberania, de uma Pátria
livre da especulação financeira, com menos juros, mais empregos e justiça
social”, afirmou Nélio Botelho, 2º vice-presidente da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil e presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC).
Em entrevista ao HP, Nélio conclamou as delegações a
participarem do V Congresso da CGTB, que será realizado nos dias 13 e 14 de
dezembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. “Este Congresso faz
parte do pivô e do ponto de partida por uma política auto-sustentada, com a
unidade dos trabalhadores e suas organizações nos locais de trabalho. Estes
são alguns dos pilares que vão nortear os debates neste grande encontro, onde
será celebrada a fusão com a CBTE (Central Brasileira de Trabalhadores e
Empreendedores)”, sublinhou o líder caminhoneiro.
“Como sempre foi, a bandeira e o caminho da CGTB é
preparar a luta dos trabalhadores autônomos nas cooperativas, da indústria e
do campo, que têm impulsionado a sua ação cada vez maior nas organizações,
unindo todas as forças políticas nacionais para dar sustentação ao governo
Lula e apontar o caminho dos avanços nas mudanças estratégicas para que, de
fato, o Brasil possa caminhar no rumo do crescimento desenvolvimentista e
soberano”, destacou.
Na qualidade de representante da CGTB no Grupo Temático
das Micro e Pequenas Empresas, Autogestão e Informalidade do Ministério do
Trabalho, Nélio lembrou que o presidente Lula foi pessoalmente ao Rio de
Janeiro, há cerca de quatro meses, e convocou as entidades representativas dos
caminhoneiros, que se reuniu na sede do BNDES para anunciar em definitivo a
renovação da frota através do programa Pró-Caminhoneiro. “Agora nós vamos
atingir os nossos objetivos, porque o Banco do Brasil entrou como o agente
financeiro, eliminando os juros altos, a burocracia e a exigência dos bancos
privados, que estavam impedindo o projeto de ir para frente”.
“Temos que continuar avançando para que o Brasil possa
crescer e gerar mais emprego, e não retroceder como foi no governo anterior. E
a nossa Central está irmanada na luta para alavancar a economia e defender o
crescimento desta categoria sofrida, pela implementação dos financiamentos dos
novos caminhões com juros baixos pelo BNDES”, destacou.
Entre outros pontos da pauta, informou Nélio, “estão a
diminuição dos valores nas praças de pedágios, mais segurança e investimentos
na recuperação das rodovias, abusos herdados nos oito anos de dilapidação do
Brasil”. Apesar das tragédias herdadas, o líder dos caminhoneiros apontou que
ocorreram alguns avanços fundamentais durante o governo Lula: “barramos o
entreguismo do PSDB no patrimônio público, em especial nas concessões das
rodovias, que foram um verdadeiro desastre. Os pedágios, por exemplo, foram
uma das graves heranças malditas, com contratos criminosos e unilaterais. As
concessionárias de rodovias atuam em um negócio que é uma usina de dinheiro.
Ou seja, eles faturam mais do que os próprios bancos com estes juros no céu,
às custas da espoliação no bolso dos usuários”.
“Se as concessões das rodovias federais já foram um
crime, assim como nas estaduais paulistas, feitas por Mário Covas e Geraldo
Alckmin, derrotado pelo povo nas urnas, no Estado do Paraná, com Jayme Lerner,
o crime foi ainda maior. Em conluio com o capital especulativo, o governo
Lerner era até sócio de concessionárias. Crime que o governo Roberto Requião
está tentando reverter na Justiça, só que os contratos são tão cercados de
garantias, que ainda não foi possível corrigir esses desmandos”, denunciou o
vice-presidente da CGTB.
ADEMAR COQUEIRO