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Solidariedade e apoio à luta dos iraquianos  pela sua soberania

“Sob a mentira de que existiam armas químicas no Iraque, os Estados Unidos passaram por cima da decisão da ONU e invadiram o país na tentativa de tomar conta do petróleo iraquiano. Mas o que estamos vendo é que a cada dia aumenta a resistência heróica do povo, isolando os invasores até na sociedade norte-americana”, declarou Maria Pimentel, secretária das Relações Internacionais da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), nas preparações para o V Congresso da entidade.

No início de 2003, pouco antes do início da invasão norte-americana, a CGTB integrou a delegação brasileira de apoio ao Iraque que, em visita ao país, foi recebida pelo seu vice-primeiro-ministro, Tarek Aziz.

Maria Pimentel destacou que agora, “o momento em que vivemos é marcado pela indignação, revolta e luta em todos os cantos do planeta, contra a pilhagem e as atrocidades cometidas contra os povos pelo terrorismo de Estado praticado pelo governo dos Estados Unidos”. Nesse sentido, uma das bandeiras que será levantada no Congresso é a de solidariedade ao povo do Iraque, exigindo a retirada imediata das tropas americanas do país. A sindicalista denunciou as mentiras que o Pentágono divulga na mídia pró-ianque, de que a resistência está diminuindo e que o país está dividido entre sunitas e xiitas. “Xiitas, sunitas, curdos, caldeus, cristãos e muçulmanos, estão todos unidos na resistência. Um exemplo disso é o fato que ocorreu na cidade de Diwania, predominantemente xiita, onde a população da cidade enfrentou por doze horas policiais e soldados colaboracionistas que tentavam prender um iraquiano, acusado de colocar bombas nas estradas contra os invasores”, ressaltou.

A realização do V Congresso contará com a presença de lideranças sindicais de diversos países. Entre as entidades confirmadas estão CGT da Argentina, CUT chilena, Sindicato dos Eletricitários e Energéticos do Equador e dirigentes sindicais da Venezuela, do Panamá e a Federação Unitária de Trabalhadores de Transportes das Américas. Também acertaram presença José Diniz, da Federação Nacional da Construção Civil de Portugal e presidente da União Internacional de Trabalhadores da Construção de Portugal, além de dirigentes sindicais da Nigéria, Congo, República dos Camarões, Romênia, Síria, Irã e Sudão. 

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