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Sérgio Rubens, secretário-geral do MR8, na abertura do Congresso da CGTB “É fundamental o apoio e a unidade dos trabalhadores em torno da meta do presidente de crescer 5% em 2007” “Companheiras e companheiros da CGTB, da CBTE, representantes do movimento sindical nacional e internacional, das entidades populares, das entidades empresariais, dos partidos políticos democráticos, dos governos municipais, estadual e federal. Todos nós que entregamos as nossas vidas à luta para promover o avanço social sabemos que sem a unidade da classe operária é impossível dar qualquer passo significativo neste terreno. A nossa própria prática tem nos ensinado, dia após dia, que a unidade da classe operária é o mais poderoso de todos os motores do processo de transformação social. Por isso, é motivo de grande honra, para nós do MR8, estarmos participando deste histórico momento marcado pelo avanço da unidade dos trabalhadores. Avanço que se dá tanto pela fusão de duas centrais, que está se realizando neste Congresso, quanto pelas bandeiras que ele abraça e as perspectivas que ele lança no sentido do fortalecimento de uma unidade de ação mais ampla de todo o movimento sindical. Companheiros e companheiras. Este ano de 2006 vai ficar inscrito para sempre na história das lutas do nosso povo. A expressiva unidade da classe operária e demais setores democráticos da sociedade, construída em torno da reeleição do presidente Lula, impôs uma derrota fragorosa ao projeto neoliberal da oposição, aprofundando a vitória de 2002 e criando condições mais favoráveis para a implementação das medidas capazes de produzir a tão esperada e necessária aceleração do nosso crescimento econômico. Numa disputa renhida e clara entre dois projetos de Brasil, 58.295.024 brasileiros deram um rotundo não ao projeto que preconizava o retorno às privatizações das empresas públicas; a retirada do Estado dos setores da infra-estrutura e da área social; a supressão de direitos dos trabalhadores; a subordinação de nossa política externa e da nossa economia aos interesses dos monopólios norte-americanos – Projeto já testado no passado, e responsável não só pelo retrocesso econômico e social como também pela aguda crise que se abateu sobre o Brasil, no final do governo FHC, e cuja superação consumiu boa parte dos esforços do 1º governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Interpretando o veredicto das urnas, com muita precisão, o presidente Lula não perdeu tempo e convocou prontamente o governo e toda a sociedade a cerrar fileiras em torno da meta de crescimento de 5% em 2007. Estamos seguros de que os trabalhadores devem dar apoio integral a essa meta, porque ela representa o ponto de inflexão na luta para livrarmos o país dos entraves e armadilhas plantados pela gestão neoliberal e porque ela fixa o patamar de uma nova era de desenvolvimento e justiça social. Estamos seguros também de que o apoio e a coesão da classe operária em torno dessa meta é fundamental para conter e derrotar os interesses contrariados que já começam a se articular contra ela. O Brasil possui ainda as mais elevadas taxas de juros do planeta. A taxa básica, fixada acima dos 9% de juros reais, inibe o investimento do setor privado nas atividades produtivas e retira do setor público os recursos para o investimento, canalizando-os para a rolagem da dívida pública. Essa armadilha criada para transferir recursos do conjunto da sociedade aos proprietários de títulos públicos, mais precisamente aos grandes bancos e instituições financeiras, não é fácil de ser desativada, por uma razão simples que os trabalhadores conhecem de longa data: quem se acostuma ao lucro fácil, ao invés de mais generoso torna-se mais ganancioso e resiste com unhas e dentes a que esses lucros sejam colocados num patamar razoável e civilizado. A redução das taxas de juros tem um papel chave no conjunto de medidas destinadas a destravar a economia, particularmente porque ela permite ao Estado recuperar a capacidade de investimento para suprir as necessidades das áreas de infra-estrutura, especialmente energia e transportes, e das áreas sociais – educação, saneamento, saúde e habitação. Não há como prescindir dos investimentos do Estado para desenvolver essas áreas, e seria um erro acreditar que esses setores, essenciais para alavancar o crescimento econômico, possam ser dinamizados com base no aporte dos capitais privados – o apagão de 2001 foi uma decorrência direta deste tipo de equívoco. Companheiras e companheiros. Se fosse possível estabelecer um patamar de desenvolvimento de 5% em 2007 para atender às necessidades crescentes, urgentes e inadiáveis do nosso povo, sem reduzir significativamente as atuais taxas de juros, talvez a prudência nos recomendasse a tentar esse caminho. Mas como ele não nos parece viável, acreditamos que a melhor solução é apoiarmos firmemente o nosso presidente e nos prepararmos para a luta. Com a unidade dos trabalhadores e de todas as forças democráticas do país, nós temos tudo para vencer essa batalha. E precisamos vencê-la, porque dela depende o futuro da nossa Nação. Viva o 5º Congresso da CGTB! Viva a Unidade dos trabalhadores!” |