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Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Mídia e operação abafa Estamos diante de uma série de eventos que estão subvertendo esta leitura da natureza da notícia: o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-dirigente não-concursado do Banco do Brasil, sr. Ricardo Sérgio de Oliveira que, junto com outros ex-diretores do BB foram condenados por gestão temerária, ao ceder empréstimos à construtora Encol – que veio a falir, lesando milhares de mutuários; e as novas denúncias do deputado cassado, Roberto Jefferson, desta vez implicando os tucanos José Serra e Geraldo Alckimin, num suposto esquema de caixa 2, cujos recursos seriam provenientes de Furnas Centrais Elétricas. Qual o problema? Bem, dado o currículo político do sr. Ricardo Sérgio que, entre outras peripécias teria cobrado uma ‘suposta’ propina na ocasião da privatização da Vale do Rio Doce, é constrangedor descobrir que sua condenação foi publicada escondida nos cadernos de Economia dos jornais, como se fosse um mero burocrata, semelhante aos outros seis diretores também condenados. É isso: não foi um personagem emblemático no período FHC e sim um mero engravatado. Isso segundo os jornais. Sobre Jefferson, cujas denúncias não provadas de ‘mensalão’ culminaram na cassação de seu mandato, suas palavras a respeito do caixa 2 tucano não encontraram e eco de outrora, nem causaram a devastação no ninho das referidas aves bicudas. Na verdade, no momento em que escrevo esta, ninguém comentou nada comigo, o que é compreensível, já que não saiu nas manchetes, uma vez que, pelo menos em relação à lista em mãos da Polícia Federal, esta foi considerada pelos “supostos” envolvidos como um documento apócrifo e sem validade. As denúncias do ‘mensalão’ também foram “apócrifas”, lembremos. Mas, na ocasião, tiveram todas as páginas do mundo. Humberto Amadeu Capellari – São Paulo (SP) Eduardo Azeredo Aos leitores dos grandes jornalões pergunto se já viram manchetes sobre o caixa 2 de Eduardo Azeredo? De privatizações escandalosas de FH? Das compras de votos de reeleição de 1997? Com certeza a grande mídia tornou-se beneficiária dessas falcatruas. Não sou tão inocente de dizer que nas administrações petistas não houve práticas anti-éticas, mas que elas foram lupadas pela grande mídia, não tenho dúvida. Arbaês Santino Malta – Belo Horizonte (MG) Puxa-saco tucano Caros camaradas: filho fora do casamento não é nenhum pecado. Hipocrisia barata seria aproveitar esse fato da vida do homem FHC para combatê-lo politicamente. Mas a coincidência entre o espantoso silencio da mídia sobre o filho natural do presidente que isentou os órgãos de comunicação com uma simples portaria do Ministério da Fazenda, de pagar a CPMF é demais... Se todos nós pagássemos CPMF, até os pobres quando tem uma conta mixuruca no banco, porque os Frias, os Mesquitas, os Marinho, os Assad e tantos outros que puxam o saco dos tucanos de manhã e à noite não pagam? Só porque são donos de jornais, revistas, provedores etc? (Repare que a isenção é para toda a “cadeia produtiva” das comunicações inclui até os blogs do Josias, do Noblat, etc). A lista de Furnas foi escondida pela mídia o quanto foi possível. A ordem do “Conselho dos Donos de jornais” era taxativa e clara: silêncio absoluto. Mas aqui e ali, graças a essa maravilhosa invenção que a globalização econômica nos trouxe, que é a internet (o velho Marx profetizava isso né?), a coisa vazou e chegou às manchetes. Ivo Pugnaloni – correio eletrônico Fila da Previdência Propagandas do Ministério da Previdência nos órgãos de imprensa afirmam que depois de 45 dias do pedido de aposentadoria, o trabalhador terá retorno do seu processo, se foi aprovado ou indeferido. Na realidade isso não acontece, todo o processo é muito lento – depois de longas filas tenho aguardado mais de 100 dias pelo retorno do meu pedido: entrei com minha solicitação no posto central da Previdência Social, de Curitiba, dia 14 de outubro de 2005. Consulto diariamente a minha situação na internet e tenho como resposta “benefício em análise, aguarde correspondência em casa”. Isso é uma ofensa, um desrespeito com o povo brasileiro, com o trabalhador que precisa desse dinheiro para sobreviver. O Governo foi muito ágil para pagar adiantado o FMI, com dinheiro gerado pelo meu trabalho e de tantos outros, mas, para cumprir os direitos que a Lei me garante, demora, é lento. Fiz uma reclamação pelo telefone da Previdência, onde recebi a informação que o Ministério temo prazo de 30 dias para responder minha reclamação, o que somará mais de 130 dias após a entrada do processo. Fica a pergunta: serão pagos os valores corrigidos de todos esses meses que engavetaram, meu processo? Albany Teresinha Rocha Fonseca – Quatro Barras (PR) |