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Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Furnas e PSDB Por que Roberto Jefferson só agora, apertado pela Polícia Federal, citou esses fatos? E por que priorizou, durante tantos meses, apenas as denúncias do suposto mensalão? Olha que R$ 40 milhões é um volume igual ou maior do que o caso do Valerioduto. Por que, já no final de suas denúncias, quando começou a se referir à Companhia Furnas em seus depoimentos, sem entrar em detalhes, as fileiras da oposição mais radical (PSDB/PFL/PDT) apressou-se em agilizar o processo de cassação do Roberto Jefferson? Ou vocês não se lembram que ele, logo após ser cassado, citou várias vezes que havia sido traído? Seria pelo seu silêncio, nesse caso de Furnas? Ou teria sentido o que as más línguas diziam, que ele apostou o seu mandato, por privilégios, num possível governo do PSDB/PFL em 2007? Pensando bem, a partir desta denúncia, poderemos começar a entender alguns fatos e dúvidas que estão sem respostas já há alguns meses. E prestem atenção: esses R$ 40 milhões do esquema FHC em 2002 não representam nem uma migalha perto do que está para aparecer na recém instalada, na Câmara Federal, “CPI das privatizações do governo FHC”. Diz-se por aí que é algo mais ou menos em torno de R$ 26 bilhões de dólares. Jorge Casado – correio eletrônico Showman O governo Lula hoje luta apenas para mostrar à sociedade que no seu governo houve pouca corrupção, comparado com a avalanche corruptiva do Governo FHC. De fato, poderemos tratar Delúbio Soares e Silvio Pereira de “ladrões pé de chinelo”, diante dos “colarinhos brancos” no Governo FHC. Veja bem, com a crise no Governo Lula, alguns deputados petistas, para se mostrarem indignados com a corrupção do campo majoritário, correram para o PSOL da senadora Heloísa Helena. Dois já foram flagrados com a mão na jaca como disse o showman da politicagem nacional, Roberto Jefferson, o “Rei dos Ladrões” Paulo Ernani Florim – Belo Horizonte (MG) Nota da
Redação: De acordo quanto a FH, Jefferson e os trânsfugas.
Porém não concordamos que o ex-tesoureiro e o ex-secretário do PT sejam
chamados de “ladrões”, pois organizar um caixa 2 no partido, para enfrentar
os incontáveis caixas 2 tucano-pefelistas, nos parece um ato de legítima
defesa. O erro foi escolher como parceiro alguém que operava para o PSDB-PFL.
Mas essa já é uma outra história. Vitória do Hamas Incrível e inacreditável a histeria coletiva que tomou conta de diversos países em relação à vitória esmagadora do Hamas na Palestina. Confesso que não sabia que os ditos democráticos e poderosos governos ocidentais tinham tanto pavor de alguns poucos patriotas palestinos. A conquista do poder pelo Hamas foi produto do meio discriminatório em que vive o povo palestino, cansado de tantas promessas e de nenhum resultado efetivo às suas pretensões legítimas. Ao invés de se preocuparem tanto com o Hamas, os donos do mundo poderiam facilitar as coisas a fim de que a Palestina seja livre e que o novo governo local seja próspero, fazendo dos sofridos palestinos, um povo feliz, com sua pátria libertada do jugo sionista. Fernando Al-Egypto – Petrópolis (RJ) Municipalização Sem pretensão de ser o dono exclusivo da verdade, é patente que a solução para a questão da segurança pública passa pela municipalização, pelo simples fato de que nos municípios é que o cidadão vive, além dos estados da federação estarem quebrados economicamente, sem recursos para os necessários investimentos em segurança, enquanto que os municípios os possuem, todavia não podem investir devido às exigências constitucionais que atribuem aos estados o dever de prover segurança à população. Para citar alguns exemplos, Duque de Caxias é o oitavo município em arrecadação de ICMS do país, num universo de mais de 5.560 municípios, além de ser o 14º PIB do Brasil. Os veículos da prefeitura são novos enquanto que o 15º BPM, que cobre o município de Duque de Caxias, há 2 (dois) anos não recebe uma viatura nova do estado, policiando o município com veículos velhos, inadequados para prover segurança aos cidadãos caxienses, resultando num alto índice de roubos e furtos de veículos na cidade, pondo na estratosfera o preço do seguro. A cidade de Macaé, chamada de capital brasileira do petróleo, recebeu em 2005 mais de R$ 264 milhos, só em royalties do petróleo, entretanto, entre 1999 e 2002 Macaé registrou um aumento de 86% no índice de homicídios, enquanto que a capital do estado 15% no mesmo período. Melquisedec Nascimento – Rio de Janeiro (RJ) |