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Nilton
Monteiro sobre o listão de Furnas: “quero ir na CPI mostrar ao Brasil o que
eles fizeram. Roubo”
O
lobista Nilton Monteiro, autor de denúncias sobre a caixa 2 tucano em Furnas,
disse que tem o documento original da lista de Furnas, oito recibos assinados
pelos beneficiários do dinheiro arrecadado pelo ex-diretor da estatal, Dimas
Toledo, documentos que comprovariam um esquema montado na Petrobrás pelo
ex-secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge, para arrecadar dinheiro
para a campanha de Fernando Henrique e denunciou que foi procurado por tucanos
que tentaram comprar o seu silêncio. “Eu
quero ir à CPI mostrar o escândalo com a Lloyd Brasileiro (empresa responsável
por construção de navios extinta em 1997). Aonde foi parar o dinheiro? Na
conta de quem foi parar? Venderam a Lloyd e vou mostrar onde o dinheiro foi
parar”, afirmou Nilton a um blog da internet. Questionado sobre qual a ligação
que teve com essa denúncia, ele respondeu que “fui procurado”. “Vou
mostrar para o Brasil o que eles fizeram. Roubo. Venderam navio para Nova York,
desembolsaram o dinheiro e jogaram numa conta. Foi passada para uma pessoa do
Fernando Henrique”, disse. Segundo Nilton, essa pessoa era “Eduardo
Jorge”. “Vou apresentar isso na CPI”, completou. Nilton
teve seu depoimento na CPMI dos Correios aprovado em agosto do ano passado e até
hoje está sendo protelado. Na quarta-feira da semana passada, a CPMI ouviu o
ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, acusado de ser o arrecadador, distribuidor
do dinheiro e autor da lista de Furnas, que envolve 156 políticos, a maioria do
PSDB e PFL. Ele
afirmou que foram feitos por Dimas quatro listas originais e que chegou a ter em
mãos 28 recibos assinados pelos beneficiados do dinheiro. “Ele (Dimas) acha
que perdeu o controle. Não quero falar disso agora. Ele não tem o controle dos
documentos. Quando fui fazer o trabalho, fiquei com o original e um recibo.
Quando ele fez, fez quatro blocos. Eu fiquei com um. Um ficou com o Dimas que
depois passou para o advogado. E os outros dois com o doutor Felipe”, disse
Nilton, ressaltando que “eu estive com eles (os recibos) nas mãos. Cheguei a
ter 28. Mas escolhi os oito melhores. Para quê ficar com tanto?”. Sobre a
ação de parlamentares tucanos de tentar desqualificá-lo no Congresso, Nilton
disse que está tranqüilo e comparou a situação com as denúncias que ele fez
contra o senador Eduardo Azeredo e seu caixa de campanha, Cláudio Mourão:
“isso é uma covardia. O Cláudio Mourão foi lá, disse que eu era um bandido
e um estelionatário. E provei tudo o contrário. Até hoje ninguém tomou
providência. Por que? Porque querem proteger o senhor Azeredo. O escândalo do
Azeredo a cada dia que passa vai se descobrindo mais. Vai passar de R$ 100 milhões.
Só nesse caso do Cláudio Mourão, eu já tinha direito de ir à CPI. Agora, o
Cláudio Mourão baseou a lista dele na do Dimas. Porque eu dei uma cópia a
ele. Eu tirei as rubricas e as assinaturas e ele achou aquilo interessante. Então
a cópia da lista do Cláudio é parecida com a de Dimas, mas relativa à questão
de Minas”, afirmou Nilton. |