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Hamas: “Seqüestro dos recursos da ANP é assalto à luz do dia”

“Temos o apoio dos países árabes, islâmicos e de outros países amigos dentro da comunidade internacional que estão dispostos a se manter próximos dos palestinos”, afirmou Ismail Haniya, líder do Hamas, partido vitorioso nas recentes eleições parlamentares palestinas e indicado para o próximo primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), ao rejeitar o seqüestro dos impostos pagos pelos trabalhadores palestinos – repassados à ANP desde os acordos de Oslo entre Israel, representada por Itzhaq Rabin e os palestinos, sob o comando de Yasser Arafat.

O seqüestro faz parte de uma série de medidas israelenses para agredir a ANP tomadas desde o anúncio da vitória do Hamas, num desrespeito flagrante à vontade do povo palestino expressa nas urnas e no uso deste resultado como uma justificativa a mais para prosseguir com sua ocupação – ilegal e repudiada mundialmente – dos territórios palestinos e a perpetrar o terrorismo nazista que caracteriza o Estado de Israel desde a posse do carniceiro Sharon e continuada pelos seus seguidores encabeçados por Ehud Olmert.

Bush e Condolezza Rice se apressaram em reforçar os agressores israelenses conclamando os governos de todos os países a cortar recursos utilizados para a construção do Estado Palestino exatamente no momento em que a participação do Hamas no processo eleitoral aponta para a integração de um espectro muito mais amplo de forças que lutam pela criação do Estado Palestino, inserindo-se na atividade política dentro das linhas de atuação preconizada por Arafat que definia o estabelecimento do Estado com o fim da ocupação, inclusive da Jerusalém Árabe como única premissa para a paz com os israelenses. Aliás também contra Arafat foram usados os mesmos epítetos, por parte de Sharon, para evitar as negociações de paz, agora usados por Olmert e Rice contra o Hamas.

O líder do Hamas, Nayef Rajub, denunciou que “Israel perpetra um genocídio contra milhões de homens, mulheres e crianças nos territórios palestinos ocupados”. Ele descreveu a atitude israelense como um “uma assalto à luz do dia”.

“Israel vai arcar com a completa responsabilidade por este crime ilegal e imoral contra o povo palestino”, concluiu Rajub.    

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