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Síria rechaça ingerência de Bush com milhões de dólares a golpistas

“Os Estados Unidos estão se metendo em assuntos internos da Síria. Nós rejeitamos essa atitude”, afirmou Walid Mualem, ministro do exterior da Síria, em resposta à informação publicada no jornal Financial Times de que o Congresso norte-americano aprovou um financiamento de cinco milhões de dólares para os golpistas da Síria, a pedido do Departamento de Estado.

Recentemente, um grupo de golpistas intitulados Partido da Reforma Síria (PRS), com sede em Washongton, anunciou a abertura de um escritório em Damasco sob o pretexto de “impulsionar a democracia”.

O mesmo jornal ianque informou os valores da ingerência no Irã através de financiamento aos capachos: 50 milhões de dólares.

Condolezza Rice, afirmou, na última quinta, que os EUA querem “reforçar” as sanções contra a Síria. Além da prorrogação e da expansão das retaliações econômicas,  Bush tenta ainda convencer outros países a fazerem o mesmo. Também com relação à Síria, Bush e o bando da Casa Branca têm usado o mesmo e surrado chavão - brandido contra Iraque e Irã - de que o país é uma “ameaça” aos Estados Unidos.

“As sanções são injustas e ilógicas”, afirmou o ministro das finanças sírias, Mohammad al-Hussein.

O governo do presidente sírio Bashar Al-Assad tem se mostrado um dos maiores empecilhos da política do Império no Oriente Médio. Tem se pautado por uma política soberana tanto interna como internacionalmente, foi contrária à invasão do Iraque, além de se colocar com firmeza pela retirada dos israelenses do território palestino.

A CIA está sob suspeita pelo planejamento e participação, junto a seu congênere de espionagem israelense, o Mossad, no atentado que assassinou o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. Os Estados Unidos tentaram depois incriminar o governo sírio pelo atentado que matou Hariri, em fevereiro do ano passado. Uma trama sem base real pois a morte de Hariri serviu principalmente aos interesses norte-americanos, pois a tensão entre Líbano e Síria beneficia apenas a Israel e aos Estados Unidos, que tentam derrubar os regimes soberanos na região para atender a gana do cartel do petróleo.    

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