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“Não quero um país que proíbe qualquer pessoa de expressar seu pensamento”

“Não quero viver em um país que proíbe qualquer pessoa, independente do que pense, de colocar uma camiseta, de fazer declarações, telefonar ou expressar seus pensamentos negativos sobre o governo. Precisamente por este ocorrido, vou recuperar minhas liberdades e meus direitos e não vou permitir que Bush e companhia me tire nada mais ou que tire dos outros”, afirma Cindy Sheehan na nota em que publicou para denunciar  a sua arbitrária prisão durante o discurso anual do carniceiro Bush ao Congresso norte-americano, no último dia 31 de dezembro.

Cindy, mãe de um soldado morto durante a ocupação ianque, ficou conhecida em todo o mundo ao organizar um acampamento em frente ao rancho onde Bush tirava férias, em agosto do ano passado, para protestar contra a guerra. A iniciativa foi acompanhada por milhares de pessoas e o movimento teve seu ápice durante uma marcha que reuniu 300 mil pessoas que cercaram a Casa Branca em Washington para exigir o fim da ocupação criminosa.

A líder do movimento pacifista no país mais belicista do mundo foi presa quando caminhava para assistir as mentiras de Bush de dentro do Capitólio, após ter recebido um convite do congressista Lynn Woosley. Como convidada de um membro do Congresso não havia nenhum empecilho legal para que ela podesse assistir ao evento.

“A polícia tem contado mentiras e a imprensa tem distorcido os fatos (que surpresa!). Lynn me conseguiu uma entrada para o discurso. Eu vestia uma camiseta com a legenda: “2245 mortos. Quantos mais?”, descreve Cindy, que completa: “Sabia que teria que comportar-me, apesar das mentiras que teria que escutar e que sabia que me enojariam. Sabia que não poderia interromper o ato porque Lynn me havia dado a entrada e por respeito a ele sabia que deveria me comportar”.

“Porém quando cheguei ao meu assento, na primeira fila do quinto piso, um agente gritou: Manifestante!”, continua a líder pacifista. “Então atirou-se sobre mim, me levantou do assento com violência e depois de imobilizar-me com as mãos, começou a me empurrar escada acima. Disse-lhe: ‘deixe que ando sozinha’ e perguntei: Por que me trata com tanta violência?”

“Fui presa por ‘conduta ilegal’. Depois tomaram todos meus pertences. Fiquei encarcerada por quatro horas”, descreve ela.

“Para que morreu Casey (seu filho)? Para que morreram os outros 2244 jovens de nosso país? Por que seguem no Iraque dezenas de milhares deles correndo perigo? Para isto? Para que não se possa sequer usar uma camiseta com o número de soldados mortos por culpa de George Bush e sua política arrogante e ignorante”, questiona Cindy.

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