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Multidões
repudiam charges racistas em Karachi, Jacarta, Istambul e Londres
Dezenas
de milhares de paquistaneses foram às ruas da cidade de Karachi no domingo 19 -
apesar da proibição de manifestações baixada pelo governo
- em repúdio às charges racistas encomendadas e publicadas pelo jornal
dinamarquês Jyllands-Posten, com históricas ligação com os fascistas do país
e com a CIA. A manifestação foi convocada pela coalizão de partidos islâmicos,
Mutahida Majilis-e-Amal. Na
capital, Islamabad, o governo promoveu rondas policiais e o fechamento de ruas
principais na tentativa de dispersar os manifestantes. Mesmo assim, mais de mil
pessoas se reuniram. Cerca de 100 pessoas foram presas, em atitude ilegal, de
acordo com o parlamentar Maulana Fazlur Rahman, que também entoou palavras de
ordem contra os EUA. Bandeiras dos EUA foram queimadas na capital e em Karachi. Em
Londres, cerca de 20 mil muçulmanos foram às ruas no sábado, 18, na maior
manifestação contra as charges-provocação. No dia 11 de janeiro, cerca de 5
mil muçulmanos já haviam ido às ruas pelo mesmo motivo. Após
ouvir vários oradores na Trafalgar Square, a multidão seguiu para o Hyde Park,
no centro da cidade de onde se dispersou, sem incidentes. Em
Jacarta, Indonésia, centenas de manifestantes liderados pela Frente de
Defensores do Islã apedrejaram e jogaram tomates na embaixada norte-americana
na cidade. Os manifestantes atearam fogo à bandeira norte-americana e afirmaram
que o país tem grande parte da culpa na publicação das ‘charges’ por
tentar destruir a religião islâmica relacionando-a com o “terrorismo”. Em
Istambul, Turquia, outras milhares de pessoas se reuniram para manifestar a
revolta contra as ‘charges’. O ato decorreu de forma pacífica. |