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Estrasburgo:
40 mil nas ruas
Cerca de
quarenta mil pessoas protestaram nesta última terça-feira, 14, na cidade
francesa de Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu, contra a chamada dire-tiva
“Bolkestein”, que está em debate e que pretende acabar com uma série de
direitos trabalhistas, sob o pretexto de uma suposta “liberalização do
mercado trabalhista”. Os
manifestantes, convocados pela Confederação Européia de Sindicatos (CES),
afirmaram que a diretiva aumentará o desemprego. O autor da proposta no
Parlamento Europeu é o ex-comissário europeu de Comércio Interior, Frits
Bolkestein. A
proposta permite que empresas de um país da União Européia estabeleçam-se em
outro do mesmo bloco, sem observar as
leis nacionais. A
Confederação Européia e a maioria das centrais sindicais do continente
denunciam que, se aprovada, a diretiva “Bolkestein”, causará “um caos no
mercado trabalhista, pois os trabalhadores perdem a proteção existente nas
legislações nacionais.” Vários
deputados abandonaram o plenário da Eurocâmara para unir-se à manifestação,
que exigiu a revisão da diretiva. O Partido Popular Europeu e o Partido
Socialista Europeu acordaram posição de juntar forças para barrar a medida. A regulação
da medida afeta quase todos os trabalhadores europeus, englobando, por exemplo,
setores de publicidade, alimentação e engenharia e eliminaria a proteção de
direitos contida em leis nacionais para permitir a liberação desse tipo de
trabalho na União Européia. O maior defensor da diretiva é o governo britânico,
chefiado pelo capacho de Bush, Tony Blair. |