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Cartas

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Jefferson e Furnas

As CPI’s que se instalaram em Brasília mais parecem uma comédia burlesca. Só houve um silêncio sepulcro quando Jefferson desafiou a honestidade nas declarações dos recursos gastos em campanhas eleitorais. Passados mais de seis meses, as CPI’s continuam em fase de depoimentos, geralmente acercada de chicanas e holofotes. O que Jefferson falou sobre o PT, os tucanos e peefelistas afirmam que é a mais pura verdade. O que atinge a oposição é tudo mentira. Agora apareceu uma lista de caixa 2, onde contém 12 partidos e 156 políticos. Na lista de Furnas, Jefferson, que antes só falava a verdade, tornou-se o maior mentiroso, mesmo declarando que pegou 75 mil reais. Por favor, não subestimem o QI dos leitores. Numa era de celulares, internet e outros tantos recursos da tecnologia de ponta, fazer esse joguinho rasteiro não tem o menos cabimento.

Lair Estanislau Alves – Sarandi (BH) 

Editorial do HP

Parabéns ao HP. O editorial do número 2442 do dia 15 /16 foi uma obra-prima de análise política dos dias atuais. O autor foi de uma capacidade de análise incomum. Foi inspirado pelos bons espíritos. É um documento que se deveria fazer 50 milhões de cópias e distribuir nos lares brasileiros. O autor não pode de jeito nenhum ficar no anonimato. Por favor HP, diga quem escreveu o editorial.

Valentim Valente – Campinas (SP)

Nota da Redação: Agradecemos pelos elogios, Valentim, que estimulam nosso trabalho aqui na redação. Quanto aos editoriais, eles não são assinados para frisar que expressam a posição do jornal. 

Lei para os bancos

Não bastassem as leis já existentes, escandalosamente voltadas para atender aos interesses dos bancos, a Comissão de Constituição e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na última semana, em caráter de urgência, o Projeto de Lei 4.497/04. Esse projeto, dentre outros acintes, permite que o Juiz requisite ao Banco Central, informações quanto a ativos existentes em nome do devedor, podendo determinar a indisponibilidade de valores até o limite da suposta dívida. Para tanto, basta que o suposto credor requeira. Permite a penhora de valores on line e alienação judicial via internet. O credor poderá apontar na Petição Inicial os bens que pretende penhorar, evitando que o devedor o faça. Contrariando dispositivo constitucional, esse Projeto regulamenta a penhora do único imóvel do devedor. Prevê, ainda, a penhora de até 40% do salário do devedor para satisfazer o credor. Embargos da execução não mais serão recebidos no efeito suspensivo. Os atos de expropriação prosseguirão enquanto o devedor discute a dívida na justiça.

Aparecido Donizete Piton, presidente da Andif, Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro - São Paulo (SP) 

Crise na PUC

Descriterioso e antidemocrático, o processo de demissões que a Mantenedora vem coagindo a reitoria  a implementar, tem sacrificado e colocado em cheque todas as conquistas dessa comunidade acadêmica (da democracia interna à qualidade), todos os princípios de autonomia administrativa e sensibilidade social. A preocupação é não somente em relação aos professores e aos funcionários, que passam pela angustiante eminência das novas listas de demissões, mas principalmente, em relação aos estudantes, reféns da queda da qualidade de ensino e que vêem a cada dia a PUC tendo que se submeter a mais imposições dos bancos em que a dívida agora esta concentrada. Cerca de 20% dos professores foram e ainda estão sendo demitidos, alguns critérios consideram prioritariamente a idade e o salário, desconsiderando a qualificação e a contribuição acadêmica que estes profissionais dão a excelência desta Universidade. A PUC-SP é hoje a única Universidade privada do país a eleger seu reitor e sua reitoria tem a prerrogativa do direito a autonomia administrativa. Neste momento a UNE tem participado das articulações em conjunto com a comunidade acadêmica e demais segmentos da sociedade civil organizada, que de maneira solidária dão também seu apoio político. Neste momento reafirmamos nosso compromisso com as lutas travadas no interior desta Universidade, um compromisso de luta que se confunde com a história da UNE e da própria PUC de São Paulo.

Christiane Liberatori - vice-presidente da UNE e estudante do 3º semestre de Ciências Econômicas da PUC-SP - São Paulo (SP)

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