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Skaf: “Esse grupo que manda na economia não pode continuar ditando as regras no Brasil” O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, avalia que com a ditadura do grupo monetário alojado no Banco Central e no Ministério da Fazenda o crescimento econômico é inviável. “Muitas vezes, o ministro nem entende do assunto. É uma pessoa que muitas vezes vem de fora, mas acaba nas mãos desse grupo no Banco Central. E é esse grupo que define todas as regras no país. É esse grupo que vê com receio o crescimento. A cada sinal de aumento da demanda, esse grupo trata imediatamente de destruir essa demanda. Eles não acreditam que é a demanda que vai estimular o investimento e que é a demanda com o investimento que vão levar o país ao crescimento”, afirmou. Prosseguindo, Skaf disse que “no momento em que você mata a demanda, você atrofia o investimento, e, sem demanda e investimento, não tem crescimento. No início do ano, ouvi algumas pessoas dessa equipe chegarem a dizer que o país deveria crescer até 3%, quando o mundo cresce a taxas de 5%. O pior é que nem os 3% conseguiram acertar. Perdemos mais uma oportunidade”. O presidente da Fiesp considera ainda que a inflação não é mais o problema no país. “A inflação deixou de ser o maior problema do Brasil já há bastante tempo. Nós temos outros problemas no Brasil. As nossas prioridades estão hoje na educação, na tecnologia e na infra-estrutura, por exemplo. A nossa prioridade é conduzir o Brasil para uma rota de crescimento a índices elevados e de forma sustentável”, frisou Skaf. O líder empresarial voltou a criticar a política de juros altos conduzida pelo Banco Central. Para Skaf, “é inegável que os juros subiram de forma absurda e desnecessária. É inegável que, se os juros tivessem subido menos, não haveria nenhum reflexo diferente na inflação”. Assim, “é inegável que os juros agora estão baixando com menor velocidade do que seria necessário, e é inegável que, se não houver um reconhecimento disso e não se fizerem ajustes na política econômica e, em especial, na política monetária, nós podemos comprometer 2006”. “Esse grupo que manda hoje na economia não pode continuar ditando as regras no Brasil. É um erro dar tanto poder a esse grupo monetário. O Brasil está em outra etapa”, ressaltou o presidente da Fiesp. |