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Cresce participação nacional na indústria  de petróleo e gás

O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) do Ministério de Minas e Energia, criado para garantir a maior participação de componentes nacionais em projetos da indústria de petróleo e gás, conquistou grandes progressos em 2005.  Dos US$ 1,87 bilhão gastos anualmente com equipamentos, 85% ficam no Brasil. Deste total, cerca de US$ 1 bilhão foram adquiridos junto a empresas inteiramente nacionais.

O índice de nacionalização de peças e equipamentos utilizados pela indústria do petróleo foi de 67,19% em 2005, contra os 57,03% em 2003, segundo o Prominp. O percentual superou a expectativa inicial de 63%. Outro setor que teve boa evolução foi o de exploração de petróleo. Inicialmente a previsão era atingir 57, 03%, mas atingiu 60,89% no ano passado.

Para atingir o objetivo de crescer a indústria nacional de bens e serviços, a Petrobrás passou a atuar não apenas como contratante de serviços, mas como agente financiador e formador de capital de giro. “Neste tipo de licitação, os pagamentos podem ser realizados em até 70 vezes durante a produção. Os 30% restantes são pagos após a entrega do material”, explicou Armando Cavanha, gerente executivo de Materiais da Petrobrás.

Uma das empresas que estava a beira da falência há quatro anos, a Usaço, pequena empresa do Rio de Janeiro, é um exemplo dos benefícios gerado pelo programa. Com a implantação do Prominp, a Usaço adotou a estratégia de voltar a produção para o mercado ferroviário e, há dois anos, para o de óleo e gás. “Hoje, o fornecimento da empresa para esta área é cerca de 45%”, disse o diretor financeiro da empresa, Isaac Cohen.

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