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Centrais sindicais se reúnem com ministros e denunciam:

Pagamento de juros drena recursos do salário mínimo

Durante a reunião, os líderes sindicais reivindicaram aumento do salário mínimo para R$ 400,00 e redução da jornada de trabalho para geração de empregos e renda

“A garantia de um futuro promissor para os trabalhadores e o povo brasileiro passa necessariamente pela redução drástica das taxas de juros, que hoje estão em níveis insuportáveis, como também pela eliminação desse superávit primário que sufoca a nação, impede o investimento público em benefício do capital financeiro internacional com o suor e o trabalho dos brasileiros”, afirmou o vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira durante a última reunião  do ano realizanda entre representantes do governo e  das centrais sindicais CUT, CGTB, CGT, Força e SDS. 

SALÁRIO, EMPREGO E RENDA 

Os sindicalistas debateram com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho; da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci; e da Previdência e Assistência Social, Nelson Machado suas reivindicações de um aumento do salário mínimo de R$ 300,00 para R$ 400,00, o reajuste de 13% na tabela do Imposto de Renda e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem a diminuição dos salários.

Bira destacou que “o aumento do mínimo e o reajuste da tabela do Imposto de Renda são passos importantes para a consolidação de uma política que priorize a produção, não a especulação. Esta é a grande batalha neste momento”. “Precisamos somar forças para auxiliar o presidente Lula a fazer as transformações que o país e o povo tanto necessitam. Para isso, é preciso reduzir os juros e o superávit, investindo pesado no salário, no emprego e na infra-estrutura nacional. É isso o que faz a roda da economia girar para frente”, ressaltou o líder sindical. 

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA 

Para o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Antonio Felício, “o salário mínimo é extremamente importante na distribuição da renda nacional. O aumento para R$ 400,00 é o meio do caminho para que alcance R$ 525,00 em 2007, dobrando o valor que tinha em 2003, que é o compromisso do presidente Lula”. Conquistar um aumento digno é fundamental neste momento, sublinhou Felício, “mas tão importante quanto o valor do reajuste é o estabelecimento de uma política a médio e longo prazo”. 

JUROS DE ESCORCHA 

 “Se há recursos para o capital financeiro, para pagar esses juros imensos aos especuladores e destinar mais de R$ 80 bilhões ao superávit primário, temos de garantir o dinheiro para o salário mínimo, que é o mais poderoso instrumento de justiça social e redistri-buição de renda no país”, apontou o presidente da CUT, frisando que “ao diminuir o superávit, o Estado brasileiro encontrará as condições para readquirir a capacidade de investimento”.

COMISSÃO 

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros decidiu ampliar o número de integrantes da Comissão Mista do Salário Mínimo e promover novo cálculo da proporcionalidade partidária para o preenchimento das vagas. A criação da Comissão foi decidida em reunião com representantes das centrais sindicais após a realização da II Marcha Nacional pela valorização do salário mínimo e mudança da tabela do Imposto de Renda. 

Os atuais integrantes da Comissão Especial do Salário Mínimo são: os deputados Vicentinho (PT-SP), Cláudio Rorato (PMDB-PR), Fábio Souto (PFL-BA), Walter Barelli (PSDB-SP), Leodegar Tiscoski (PP-SC), Jackson Barreto (PTB-SE), Medeiros (PL-SP) e Vittorio Medioli (PV-MG) e os senadores José Jorge (PFL-PE), Lucia Vânia (PSDB-GO), César Borges (PFL-BA), Amir Lando (PMDB-RO), Luiz Otávio (PMDB-PA), Paulo Paim (PT-RS), João Ribeiro (PL-TO) e Cristovam Buarque (PDT-DF).

O próximo encontro entre os líderes sindicais e representantes do governo será realizado no dia 11, em Brasília. Para isso, as Centrais estão convocando a militância a ampliando a pressão sobre os parlamentares pelos R$ 400.

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