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Cartel
das teles extorque usuário
ao
mudar conversão das tarifas
“O
prejuízo para o consumidor não está na troca de sistema de tarifação, de
pulso para minuto, mas sim na forma como foi calculada a conversão da tarifa,
que torna-se mais cara”, denuncia o Idec, sobre o golpe dado pelas operadoras
com o novo modelo. O Procon também alerta os consumidores para Aconta
telefônica vai mudar este ano: a
antiga cobrança por pulsos será substituída pelos minutos. Na véspera do Natal, no último
dia 22, as operadoras de telefonia fixa e a Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) assinaram novos contratos que prorrogam as concessões por
mais 20 anos. A
histórica reivindicação dos consumidores, de modificar a forma de cobrança,
é justamente, o que está causando polêmica. A troca de sistema de medição
deveria ser boa para o consumidor, pois a medição por minuto é mais
transparente, já que leva em consideração o tempo efetivo que o consumidor
falou ao telefone; enquanto que o pulso tem distorções na forma de medição.
Mas, graças a uma manobra do cartel das operadoras, a alteração será maléfica
ao consumidor, já que junto com a mudança está embutido um aumento de tarifa.
O
Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Fundação Procon já se
manifestaram contra a tentativa de golpe e entraram com ações judiciais ao
mesmo tempo em que exigem esclarecimentos à Anatel. O Procon-SP, órgão
vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado,
solicitou à Anatel esclarecimentos sobre a nova forma de cobrança das tarifas
de telefonia fixa a ser introduzida em março do próximo ano. O Procon-SP já
prevê que com as novas regras haverá um aumento de consumidores nos postos de
atendimento em função das dúvidas com a conversão e dos aumentos nos valores
das contas. TARIFA
MAIS CARA O
Idec preparou um documento, que foi enviado a Anatel e ao Ministério das
Comunicações, questionando vários pontos do novo contrato, entre eles a
manutenção da assinatura básica e o aumento na cobrança. Segundo o Idec,
“o prejuízo para o consumidor não está na troca de sistema de tarifação,
de pulso para minuto, mas sim na forma como foi calculada a conversão da
tarifa, que torna-se mais cara”. Segundo
o estudo do Idec, o consumidor pagará mais barato pela ligação local somente
se esta durar apenas 1 minuto. “Caso a duração seja de 2 ou 3 minutos, o
consumidor poderá pagar mais caro ou mais barato. E a partir de 4 minutos de
ligação, a ligação fica, certamente, mais cara. Nesse caso, a diferença
entre o que é gasto hoje e o que passará a ser gasto pode chegar, em uma ligação
de 1 hora de duração, a mais de 160%”. Só
para se ter uma idéia, o minuto da ligação local da telefonia fixa custará
em média R$ 0,10. Através da cobrança por pulsos uma ligação local de 1
minuto chegava a custar até 29 centavos. Com a nova cobrança custará cerca de
10 centavos. Mas, uma ligação mais longa, de 10 minutos, que custava 44
centavos, passará a custar 1 real. Uma ligação de 1 hora, que custava cerce
de R$ 2,2 passará a custar cerca de R$ 5,75, o que representa um aumento de
145%. Sobre
a assinatura básica, o Idec considera “uma forma de exclusão de parcela
considerável da população do acesso a esse serviço que, lembre-se, é
essencial. De nada adianta disponibilizar linhas para todos se é pré-condição
de manutenção desta o pagamento mensal de altíssima assinatura”, destaca o
documento. LEIDE
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