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240 comitês de solidariedade em todo o mundo repudiam prisão ilegal ianque

“Meses antes da decisão de Atlanta, a Comissão sobre Detenções Arbitrárias das Nações Unidas já tinha declarado que era ilegal a prisão desses cubanos e o julgamento que fizeram. No plano internacional já há mais de 240 comitês em distintos países do mundo, inclusive nos EUA, que lutam pela libertação dos patriotas cubanos.

Em maio de 2005, a Câmara Municipal de São Paulo outorgou a Medalha Anchieta aos Cinco Heróis. Para dar uma medida de como é farisaica a chamada luta contra o terrorismo do governo Bush, tem em seu território, com todas as salvaguardas e benefícios a uma figura como Luis Posada Carriles, um dos autores intelectuais da explosão do avião de Cubana de Aviação que, em 1976, que custou a vida de 73 pessoas.

Outro deles, Orlando Bosch, foi perdoado pelo pai deste presidente Bush. Está na rua, vai à televisão, justifica em programas a explosão de um avião, de um navio, do que quer que seja, pelo objetivo de acabar com o comunismo. Ou seja, faz loas do terrorismo.

Como isso é possível? Porque estes senhores formam parte da história do terrorismo que tem sido utilizado por muitas administrações dos Estados Unidos. Contra a Venezuela, o Chile, a América Central, Cuba. Há quem afirme que Posada Carriles estava em Dallas, na hora do assassinato de John F. Kennedy, no local onde acontecera o crime. Com este pedigree não podia estar fazendo nada de bom.

A solidariedade começa no lugar onde eles estão presos, em Miami. A imigração cubana em seu conjunto não é hostil à revolução cubana. A imensa maioria dos cubanos que moram nos EUA está lá por razões econômicas ou por razões de reunificação familiar. Não são cubanos que de forma alguma apóiam o bloqueio, nem nenhum tipo de atividade terrorista ou agressiva contra Cuba. São cubanos que, mantêm com sua pátria uma relação normal. Eles também são vitimas da intolerância desse pessoal que está no sul dos EUA. Eles formaram associações de cubanos de vários tipos, para se opor a esta máfia. Então, criou-se um comitê muito forte dentro dos EUA, contra esta arbitrariedade.

Tem muita gente, da importância do ex-procurador-geral Ramsey Clark, além de outras personalidades. Afinal, quem mais é prejudicado com isso tudo é a própria sociedade norte-americana, na medida em que se permite que essas barbaridades ocorram. Principalmente agora que o presidente dos EUA, declarou que tem o direito divino de fazer o que lhe dá na telha contra seu próprio povo ou contra qualquer outro.

Temos o precedente da grande mobilização da sociedade norte-americana quando o menino Elián foi seqüestrado. O que levou ao sistema de justiça norte-americano a devolver a criança para seu pai foi precisamente a pressão da sociedade americana, que se revoltou com o fato de que um menino fosse tratado como um animal exposto num circo, em função de interesses da máfia de Miami que o usava por questões políticas, como todo mundo viu.

A primeira iniciativa para fazer com que o povo norte-americano se informasse foi a publicação de um anúncio de uma página completa no jornal New York Times. Custou 50 mil dólares, reunidos centavo a centavo. Não houve um centavo do governo cubano nisso. Foram recursos reunidos por esses comitês de solidariedade pelo mundo. O mais interessante é que a quantia mais importante, de 11 mil dólares, foi arrecadada pelo Comitê de Miami, de pessoas que têm apenas o necessário para subsistir. Depois disso, o governo dos EUA proibiu que, ainda pagando, saíssem esses anúncios.

Acredito que esta luta não é só por eles, não é só por Cuba. É contra a injustiça, contra o abuso, contra a ingerência, a favor de qualquer cidadão que possa ser vítima de uma agressão semelhante. Hoje o governo Bush faz de tudo para destruir o processo revolucionário de Venezuela, que acontece dentro das regras de um sistema imposto por eles, dentro de sua própria lógica, com muitos partidos, com imprensa contra o governo que publica aberrações, tudo o que bem entende, mesmo que seja mentira. Com isso tudo, eles não aceitam a revolução em Caracas. Incentivam atos terroristas. Recentemente assassinaram um promotor, Anderson, perpetraram um locaute petroleiro com prejuízos milionários para o povo, patrocinaram um golpe de Estado, seqüestraram o presidente Chávez. Na Bolívia ameaçaram, mais de uma vez, Evo Morales. A luta contra o terrorismo praticado pelos EUA não é só de Cuba.”    

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