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Cindy
Sheehan: “vamos continuar
encurralando
o fascismo de Bush”
“As
políticas estúpidas de Bush arruinaram o Iraque e Nova Orleans e tornaram o
mundo um lugar mais perigoso”, denuncia Cindy Sheehan, líder do movimento
pela retirada das tropas norte-americanas no Iraque, em sua declaração de
final de ano. Ela ainda avalia que “as pessoas começaram a levantar suas
vozes e o Congresso iniciou uma série de ações contra o criminoso e
neofascista regime que tenta tomar o nosso país”. Cindy,
mãe de um soldado morto durante a ocupação ianque, ficou conhecida em todo o
mundo ao organizar um acampamento em frente ao rancho onde Bush tirava férias,
em agosto do ano passado, para protestar contra a guerra. A iniciativa foi
acompanhada por milhares de pessoas e o movimento teve seu ápice durante uma
marcha que reuniu 300 mil pessoas que cercaram a Casa Branca em Washington para
exigir o fim da ocupação criminosa. “Do
acampamento Casey, ao Katrina, do uso de armas químicas à espionagem ilegal de
cidadãos norte-americanos, a gangue de Bush miseravelmente faliu nosso país. Nós
americanos dizemos que ‘basta é basta’. Este governo não tem o direito de
nos governar”, denuncia a mãe, professora substituta e dona de casa que
tornou-se um símbolo da luta contra a opressão das grandes corporações
belicistas e petroleiras representadas pelo governo de Bush. A
declaração de final de ano Cindy faz uma avaliação muito positiva de todas
as etapas das lutas realizadas durante o ano de 2005: o acampamento no Texas, a
caravana pelo país para divulgar a marcha, a própria marcha do dia 24 de
setembro, além dos eventos em solidariedade aos desabrigados de Nova Orleans. Além
das avaliações, a declaração também já anuncia o calendário de protestos
para o início de 2006. “No dia 31 de janeiro estaremos em Washington para o
Discurso dos Estados da União quando Bush falará ao Congresso e ao mundo suas
mentiras sobre tudo o que está ocorrendo
no Iraque. Representantes de várias organizações e os refugiados de Nova
Orleans estarão em Washington para realizar o verdadeiro Discurso dos Estados
da União”. A
programação continua em fevereiro quando no dia 2 haverá um protesto em
frente a residência de Laura Bush. Já o dia 4 de abril, aniversário da morte
de Marthin Luther King, está reservado para um grande ato para celebra a paz. “Em
2005 aprendemos que temos o poder. Aprendemos
que precisamos mudar se desejamos ver. Mas não podemos relaxar em 2006,
precisamos continuar encurralando-os”, enfatizou Cindy |