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Em entrevista à Globo, no dia 1º de janeiro, o presidente Lula afirmou que: “A única coisa que eu tenho certeza é que 2006 será o ano do povo brasileiro porque está tudo engatilhado, tudo preparado, tudo armado para que o Brasil tenha um forte crescimento, uma forte distribuição de renda, muito emprego para esse povo”. Louváveis são o desejo e a disposição do presidente de conduzir o país a esses objetivos. Mas eles jamais serão atingidos se não houver também a suficiente determinação para retirar dos postos chaves de comando da economia a quinta-coluna tucana. Meirelles, Portugal, Levi, Beviláqua et caterva já causaram bastante mal ao país, com sua insistência obstinada em garantir lucros astronômicos aos parasitas, às custas de quem produz, freando, em conseqüência, o desenvolvimento nacional. Palocci, um dos raros exemplares não originários dos círculos neoliberais que foram investidos de autoridade na área, acabou sendo seduzido, envolvido e, na prática, cooptado por eles. Seria pois de uma ingenuidade suicida acreditar que justamente no ano das eleições, essa quinta-coluna vá moderar seus pontos de vista, para ajustá-los aos interesses de um presidente que os próceres tucanos têm dado reiteradas demonstrações de pretender derrubar, a qualquer custo. |