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Cartas

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Peço por Sharon

Sharon seria uma perda irre-cuperável para todos nós. Conclamo a todos para que orem pela sua vida, pois não poderíamos pensar em justiça sem a presença dele no Oriente Médio. E que ele esteja, a partir de amanhã, em plena consciência, babando numa cadeira de rodas ou imóvel numa cama. Peço para que perca todos os sentidos por precaução: que ele não possa abrir a boca para falar, pois ele ainda poderia dar ordens para mais algum massacre; que ele não possa se locomover, pois adoraria ir presenciar a morte de algum palestino; que ele não possa ouvir, pois as notícias de um mundo pelo qual ele anseia se realiza através de Bush. Que ele não possa sentir cheiro de tua terra Israel e sim o cheiro de uma terra de todos, mas que lhe sobre o sentido da visão e, com a consciência que lhe sobrou, possa até o final de tua vida (que esperamos dure bastante) ver com clareza a partir de Sabra e Shatilla o quanto ele contribuiu para tamanha vergonha. Quanto ao Bush, oremos também para chegar tua hora.

Ariovaldo Leite – correio eletrônico

São Francisco

Ainda no tempo do Império, D. Pedro II lançou a idéia de fazer a transposição do Rio São Francisco à região semi-árida do Nordeste brasileiro. Em nossos dias, chega-se a três milhões o número de mortos devido à seca. Já se perdeu a conta de quanto em dinheiro foi encaminhado a esta região para ajuda humanitária ou para a realização de projetos com a promessa de resolução do problema. O que ninguém explica é porque até hoje nenhuma solução foi dada. Por que algumas partes se desenvolveram, mas no local onde encontra-se o foco do problema nada foi feito. Por que nesta região existem pessoas abastadas financeiramente enquanto a grande maioria dos cidadãos não tem nem água para beber? Que punições poderiam ser dadas aos culpados por estes crimes, uma vez que a falta de desenvolvimento na região trouxe enormes prejuízos ao País? Sim, esta é uma questão de interesse nacional. A região Nordeste precisa desenvolver-se, deixar de ser uma região problema e somar-se às demais para gerar divisas ao País.

Marcos Borkowski – correio eletrônico

Acertou em cheio

Lula, ao chamar a oposição de invejosa e rancorosa acertou em cheio em sua avaliação. A reação dos chicaneiros foi imediata no estilo bateu-levou. Um deputado do PSDB disse que Lula está desequilibrado. Esse deputado é useiro e vezeiro em promover chicanas raivozas. Lembro-me dele com o dedo em riste e apoplético ao então presidente da Câmara dos Deputados, na época Severino Cavalcante, por este lembrar-lhe práticas sujas de seu mandato. Agora vem com prosopopéia flácida para bovino repousar sobre o suposto desequilíbrio do presidente Lula. Um outro deputado, irritadíssimo, anunciou que daria uma surra no presidente. Devemos lembrar ainda do “Malvadezinho”, um filhote da corrupção, falando em agredir fisicamente Lula. Uma deputada destilou seu veneno de cascavel ao chamar o presidente de bandido. É por essas e outras que se em 2006 o Lula tiver 90% ou 11% das intenções de voto, meu voto é dele.

Lair Estanislau - Belo Horizonte (MG)

Recuperação de rodovias

O governo Lula tem grandes chances de levantar a popularidade e até de ser reeleito se caprichar na recuperação da maioria da malhas das rodovias federais que estão na situação de Deus nos acuda. É preciso também que o governo continue dando atenção às estradas para que o povo passe a acreditar mais nos homens públicos. Lula está com a faca e o queijo nas mãos para fechar o seu primeiro mandato de presidente com chave de ouro e ainda, continuar sendo a grande esperança do trabalhador brasileiro se souber usar a inteligência e a experiência adquiridas nesses trinta anos de militância política.

Paulo Hirano – Curitiba (PR)

Justiça eleitoral

No mar de descrença em que se encontram as instituições brasileiras, a Justiça Eleitoral consegue e tem uma respeitabilidade muito grande, percebida pela sociedade e pelos funcionários também. Conscientes desse reconhecimento público, os servidores não suportam a menor reclamação de um cidadão. É comum se ouvir: “a Justiça tem prazo x para expedir certidões e que bom seria se fosse atendido na fila do posto de saúde ou do INSS como aqui”. Para o próximo pleito seria fundamental colocar duas urnas por sala ao menos em alguns colégios. E, com  programa simulado com a mesma quantidade de voto, com foto e duração semelhante, deveriam ser colocadas urnas em shopping center, escolas de ensino médio e até em condomínios para treinar as pessoas com bastante antecedência. Até mesmo em praças e calçadões, com revezamento de servidores. O trabalho de conscientização é feito sempre de atropelo, muito próximo aos pleitos.

Pedro Cardoso da Costa – S. Paulo (SP)

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