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Cartas

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Aviões da Embraer

O comportamento de George W. Bush, ao espernear para impedir a venda de aviões brasileiros ao Irã, tal como já havia feito quando o Brasil teve a oportunidade de fornecer aeronaves ao governo venezuelano, coloca às claras a hipócrita política comercial dos Estados Unidos. Enquanto defendem seus escusos interesses econômicos com unhas e dentes, ameaçam e rompem acordos com os demais países caso sua vontade não prevalesça sempre. Na sua arrogância e prepotência, os EUA querem fazer seus interesses valerem no berro. Até quando o Brasil aceitará tamanha ingerência?

Luiz Freire Fontoura - por correio eletrônico

Tortura em Guantánamo

Torturas cotidianas, agressões, humilhações: a Anistia Internacional revelou novos casos de atrocidades cometidas pelos Estados Unidos na base de Guantánamo, onde Washington mantém quase 500 presos há quatro anos, sem levá-los a julgamento. “Em Guantánamo, quase 500 homens têm sido tratados com um desprezo que ninguém deve ser obrigado a suportar”, denunciou a Organização. A maior parte dos presos em Guantánamo, de 35 nacionalidades diferentes, foi detida no Afeganistão em outubro de 2001 pelos Estados Unidos. “Não surpreende que depois de anos de incerteza sobre seu destino, alguns destes homens tenham dito que preferem morrer a permanecer indefinidamente em Guantánamo”, afirmou a Anistia, que mais uma vez reclama que eles sejam indiciados e processados dentro do direito internacional. “O Centro de dentenção deve ser fechado e uma investigação deve ser aberta imediatamente sobre as numerosas informações de atos de tortura do campo”.

Ibrahim Hammoud, da União da Juventude Árabe para América Latina - correio eletrônico

Educação pública

Não é preciso meditar muito sobre os indicadores que são periodicamente publicados, nem usar de uma dose exagerada de perspicácia para concluir que o repetido fracasso escolar das nossas crianças precisa ser explicado a partir de alguns fatores sistematicamente ignorados. A forma de ensinar a ler oficialmente patrocinada pelo MEC está na origem de tudo. O Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), a Unesco e o Instituto Paulo Montenegro, não se cansam de mostrar isso. Se 97% das nossas crianças estão na escola e 33% delas são reprovadas ou desistem na 1a série, 52% da 5a não sabem interpretar um texto e 74% dos brasileiros entre 15 a 64 anos não entendem o que lêem, é óbvio que algo errado com o ensino da leitura no Brasil. Essa multidão de crianças sem domínio da leitura e da escrita, avançando através das séries à custa de promoções continuadas, ciclos pedagógicos e classes de aceleração, implica certamente num absurdo desperdício de recursos, que está muito longe de poder ser calculado.

Silo Meireles - Rio de Janeiro (RJ)

Bolsa do ProUni

Fui selecionado pelo ProUni em 2005, até agora não estou estudando, governo e faculdade só enrolando, um empurra para o outro. Isso porque o governo faz propaganda de faculdade gratuita para todos. Nome da faculdade: Hotec. Fica na Rua das Palmeiras, 184. Gostaria de estar estudando, já que ganhei a bolsa do governo. Será que alguém pode me ajudar?

Nelson Rodrigues Chaves Júnior – São Paulo (SP)

Nota da Redação: Estamos publicando sua mensagem, Nelson, e esperamos que o seu caso seja resolvido junto à faculdade.

Patrimônio esquecido

Herbert George Wells, mais conhecido como H. G. Wells, ficou famoso pelas suas clássicas obras literárias de ficção científica, tais como “A máquina do tempo”, “O homem invisível”, “A guerra dos mundos”, etc. Porém, poucas pessoas sabem que o genial escritor inglês também é autor de uma extraordinária obra de não-ficção, intitulada “The outline of History” (aqui no Brasil houve várias edições, na década de 50, sob o título “História Universal”). Possuo uma edição de 1942, em três volumes, da Companhia Editora Nacional, S. Paulo, que tive a felicidade de adquirir num sebo, e o papel da mesma já está bastante envelhecida. Na minha humilde opinião, considero esta uma leitura imperdível do escritor. É uma pena que, ao que parece, tenha caído no esquecimento pelas editoras, mas que mereceria, com louvor, novas edições para enriquecer nossa cultura sobre o mundo em que vivemos. Lamentavelmente o autor, falecido em 1946, não pode dar continuidade à sua genuína e lúcida visão da História.

André Meira – Rio de Janeiro (RJ)

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