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Dívida mobiliária à beira de R$ 1 trilhão

A dívida mobiliária federal encerrou o ano passado em R$ 979,7 bilhões, com elevação de R$ 169,4 bilhões em relação a 2004. De novembro para dezembro, o incremento foi de R$ 20,2 bilhões. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a dívida deve fechar o ano de 2006 num montante entre R$ 1,13 trilhão (mínimo) e R$ 1,2 trilhão (máximo), o que pode representar um aumento entre 15,4% e 22,6% sobre o resultado de 2005.

Esta previsão não é nenhum pouco otimista para o Brasil, uma vez que o país dispensou, até o mês de novembro de 2005, R$146,5 bilhões com o pagamento de juros e encargos.

Ainda segundo o Banco Central, cerca de R$ 481,5 bilhões em títulos públicos vencerão neste ano, quando o BC pretende destinar R$ 62,1 bilhões para pagar juros. O restante deverá ser renegociado. O principal responsável pela escalada da dívida é a exorbitante taxa de juros praticada pelo BC, uma vez que mais de 51% do estoque total da dívida está indexada à Selic.

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