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Delfim: crescer 5% em 2006,só reduzindo juro real para 7% O deputado federal e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto criticou as altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central e culpou o conservadorismo do órgão pela queda no ritmo do desenvolvimento em 2005. “A queda no ritmo de desenvolvimento foi produzida por duas circunstâncias: a primeira foi a idéia equivocada de que a taxa de crescimento potencial do país é de 3,5% e a segunda, a ambição de reduzir em 2,5% a taxa de inflação (de 7,6% em 2004 para 5,1% em 2005)”, explicou o economista. “O resultado só não foi pior porque a expansão do comércio e o dinamismo atingido por nossas exportações aliviaram a dependência externa construída na octaetéride fernandista”, prosseguiu. “São resultados importantes desse processo o saldo comercial da ordem de US$ 44,5 bilhões e o saldo em conta corrente de US$ 15 bilhões (1,9% do PIB)”, frisou Delfim. “Há um reconhecimento geral de que ele (BC) abusou do conservadorismo”, prosseguiu. “Os resultados do quarto trimestre são perturbadores e colocam dúvidas até sobre o crescimento de 2,5% em 2005”, alertou o economista. “Existe, portanto, um espaço importante a uma redução ordenada e responsável da taxa de juro real, com uma taxa Selic no final de 2006 da ordem de 11% ou 12% (juro real de 7% mais uma expectativa de inflação para 2007 da ordem de 3,5% a 4%)”. Ele enfatizou que estes níveis de juros estão “muito longe do Relatório de Mercado [do BC], que ainda estima 15% de taxa Selic em 31 de dezembro de 2006”. “Isso nos deixaria com uma taxa de juros real em dezembro da ordem de 11%, com a qual podemos esquecer 2006”, acrescentou o deputado, sugerindo ao presidente Lula que exerça sua liderança política para levar os empresários a acreditar no crescimento. Segundo ele, este crescimento “está anestesiado nos temores do sistema financeiro e na miopia do governo”. “Se o presidente Lula quer mesmo um crescimento de 5% para 2006, tem que estimular o setor privado a fazê-lo”, concluiu. |