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José Mentor refuta “mensalão” e acusa tucano de impedir conclusão da CPI do Banestado

Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, o deputado José Mentor (PT/SP) negou ter recebido qualquer quantia indevida do publicitário Marcos Valério, considerou um absurdo ser acusado de receber “mensalão” para votar com seu próprio partido e criticou o tucano Antero Paes de Barros por ter impedido a conclusão dos trabalhos da CPMI do Banestado, que investigava a evasão de divisas através das contas CC-5 durante o governo de Fernando Henrique.

O deputado garantiu que os R$ 120 mil, em duas parcelas, que recebeu do advogado Rogério Tolentino, sócio de Valério na empresa 2S Participações, correspondem ao pagamento por três pareceres jurídicos elaborados pelo seu escritório de advocacia, o José Mentor, Pereira Mello e Souza Advogados Associados. De acordo com Mentor, seu escritório foi contratado em março de 2004 e que os pagamentos ocorreram em abril e junho daquele ano.

“Não pode ser caixa 2 se o dinheiro tem origem e destino conhecidos e se foi recolhido imposto sobre o pagamento. Isto é caixa 1”, disse Mentor, ressaltando que “não foi coisa montada para salvar o meu mandato, mas um serviço profissional de aedvogados”.

Boa parte do depoimento do deputado foi destinado a esclarecer fatos da CPMI do Banestado, da qual o parlamentar foi relator. Segundo Mentor, o presidente da Comissão, Antero Paes de Barros, atuou para impedir que o relatório mostrando o envolvimento de vários integrantes do Banco Central do governo anterior em irregularidades cometidas na instituição. Em especial, segundo o deputado, as circunstâncias da venda do Banco Econômico para o Banco Bilbao Vizcaya foram os fatores determinantes para os tucanos boicotarem o relatório e impedir a conclusão da CPMI.

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