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Milhares de manifestantes cercam embaixada dos EUA em Beirute Libaneses repudiam ingerência ianque e exigem saída do embaixador dos EUA Milhares de pessoas cercaram a embaixada norte-americana no Líbano para protestar contra a ingerência ianque nos assuntos internos do país e de todo o Oriente Médio. A manifestação ocorreu a apenas alguns metros da embaixada, que localiza-se em Awkar, 20 quilômetros a oeste de Beirute e foi um movimento organizado por várias organizações políticas libanesas, entre elas o Hezbollah, os Partidos Amal e Baas do Líbano. Os libaneses manifestaram sua indignação com a ingerência do embaixador dos EUA, Jefferey Feltman, que segundo o diário libanês As Safir, declarou que o auxílio norte-americano ao Líbano “dependeria da habilidade do governo de se livrar do Hezbollah”. Empunhando bandeiras libanesas e cantando palavras de ordem como “Morte à América”e “Morte à Israel”, os manifestantes também exigiram que o governo norte-americanos retirasse seu embaixador do país. “Estamos aqui para dizer não aos norte-americanos e seus aliados libaneses”, afirmou Hisham Tabaraa, um dos orga-nizadores do protesto. Os manifestantes também queimaram cartazes de Bush, e exigiram que fossem retirados do Líbano todos agentes secretos norte-americanos. A CIA é a principal suspeita de envolvimento no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. Os Estados Unidos tentaram incruiminar o governo sírio de estar envolvido no atentado que matou Hariri, em fevereiro do ano passado. Porém a morte de Hariri serviu principalmente aos interesses norte-americanos, pois o tensionamento entre esses dois países na região beneficia apenas a Israel e aos Estados Unidos, que tentam derrubar tudo que é regime soberano na região para atender a gana do cartel do petróleo. À época, centenas de milhares de libaneses foram às ruas demonstrar seu repúdio às acusações ianques e para afirmar a solidariedade e a amizade entre os dois países árabes. Recentemente uma “investigação da ONU” realizada pelo falsário Detlev Mehlis que dizia “provar” o envolvimento sírio no assassinato de Hariri foi humilhantemente desmontada. A principal testemunha da “investigação”, o ex-soldado sírio Husam Taher foi à TV síria confessar suas mentiras divulgadas no relatório Mehlis: “Todo o processo de investigação é uma armação suja para envolver a Síria. Eles querem a queda do regime em nosso país, querem que a Síria se ajoelhe diante dos EUA, querem envolver dirigentes sírios e libaneses de qualquer jeito”. RODRIGO ANDRADE |