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“Liberdade para os cinco heróis cubanos e fim das agressões a Cuba” O presidente da FMJD - Federação Mundial da Juventude Democrática denunciou, em entrevista ao jornal Hora do Povo, a prisão injusta e ilegal dos cubanos que atuavam para barrar atividades de organizações terroristas da máfia cubana sediada em Miami. HP- Qual a atuação dos cinco cubanos, geraldo Hernandez, Antonio Guerreiro, Fernando Gonzalez, René Gonzalez e Ramon Labañino, nos Estados Unidos até o momento em que foram detidos em Miami? Miguel Madeira - No quadro de agressão imperialista e terrorista contra Cuba desde os Estados Unidos, a Revoluçao Cubana viu-se obrigada a levar a cabo ações com o objectivo de recolher informação dentro dos próprios grupos terroristas, que atuam na Florida, e denunciá-los às autoridades Norte-Americanas. O FBI, no ano de 1998, deteve um grupo de cubanos que, atuando dentro destas organizaçoes recolhiam informações sobre os planos de agressão e as enviavam para o seu país para impedir estas mesmas acçoes e os seus efeitos devastadores em Cuba mas também nos próprios EUA. Desde que Cuba se decidiu, com o triunfo da Revolução em 1º de Janeiro de 1959, edificar uma socidedade justa e igual para todos, que os sucessivos governos dos EUA têm tentado por todos os meios desestabilizar este processo. Não suportam a idéia de, a escassos kilómetros da maior potência imperialista, existir um país e uma sociedade socialista, que diz não à exploração, discriminação, injustiças e desigualdades. Ao longo de mais de 45 anos atacaram de diversas formas o povo cubano e sua Revolução. Além de legislação para o prejudicar, impuseram um criminoso bloqueio e uma guerra econõmica com o objectivo de o asfixiar. Têm cometido milhares de atos terroristas dentro e fora da ilha contra instituições ou pessoas vinculadas a Cuba. Todas estas ações têm contado sempre com a aprovação, conhecimento e financiamento das autoridades Norte-Americanas. HP - Na sua opinião, o termo “terrorismo de Estado” se aplica a ações do governo dos EUA com relação ao governo e ao povo de Cuba? MM -De fato, as sucessivas administações norte-americanas contra Cuba têm se pautado por uma ofensiva sem precedentes contra esta país. No âmbito destas ações têm sido feitos ataques que se consubstanciam naquilo que podemos considerar como terrorismo de Estado. Basta por exemplo lembrar toda a situação em torno de Posada Carrilles ou das ações contra a Cubana de Aviacion para constatar isto mesmo. HP - Existe uma parcela da comunidade cubana em Miami envolvida nestas ações de agressão e sabotagem a Cuba? Qual a origem e como atua? MM - É a que está diretamente ligada aos atos que os cinco jovens Cubanos tentavam desmascarar. Com ligaçoes à antiga oligarquia Cubana da época da ditadura de Fulgêncio Baptista tem desempenhado um papel contra-revolucionário, muitas vezes com a conivência das autoridades dos EUA, com o objectivo de destruir o rumo que o povo Cubano soberana e independentemente escolheu para si. HP - Como foram tratados os cinco cubano detidos? Receberam julgamento justo em Miami? MM - Desde que foram detidos, estes cinco jovens se encontram priosineiros de forma injusta e humilhante únicamente por terem cometido o ‘delito’ de proteger a sua pátria. Têm sido afastados da sua família e do seu país, violando os seus mais elementares direitos civis e democráticos. No quadro de todo este atropelo aos seus direitos também o seu julgamento foi claramente condicionado por estas vertentes, sem observar sequer a própria lei dos Estados Unidos em muitas matérias, com o objectivo de os incriminar. Além do mais deve-se referir que o Grupo Especial para as Detenções Arbitrárias da Comissao de Direitos Humanos das Naçoes Unidas, assim como o Tribunal de Apelações de Atlanta, expressaram a sua oposição contra tão injusto e ilegal processo, exigindo a nulidade do julgamento. É o mesmo governo que diz lutar contra o terrorismo que continua mantendo prisioneiros de forma injusta a estes jovens que mais não fizeram que alertar e proteger o povo cubano e norte-americano para o perigo de ações terroristas. Nada os fez abdicar de sua dignidade e firmeza. Eles são hoje um claro exemplo de dignidade e luta para os jovens Cubanos e de todo o Mundo. HP - Como tem sido a solidariedade internacional aos cubanos? A solidariedade internacionalista é um dos principais pilares da nossa ação . A FMJD tem desenvolvido desde sempre um intenso trabalho de cooperação e solidariedade com Cuba, sua Revolução, seu povo e juventude. A FMJD, com base nos seus príncipios fundadores, luta contra a exploração, a guerra e o imperialismo e pela paz. É com base neste valores que denunciamos e condenamos o terrorismo e as ações apoiadas e levadas a cabo pelo governo Bush e exigimos a imediata libertaçao dos cinco heróis Cubanos, lutadores anti-terroristas e o fim imediato de quaisquer ações, provocações e agressões contra Cuba e o seu povo. Têêm sido realizadas campanhas, brigadas, debates, sessões de esclarecimento, etc. Este é um trabalho que deve se constituir, ainda mais, numa prioridade no desenvolvimento do nosso trabalho no ano que agora se inicia. Assinalamos também o importante papel que a UJC – União da Juventude Comunista de Cuba tem desempenhado para o fortalecimento da FMJD. |