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Evo Morales recebe da Justiça Eleitoral diploma de presidente boliviano O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, recebeu nesta segunda-feira, 16, a sua diplomação como presidente da República, o primeiro de origem indígena aymara-quechua em quase dois séculos de história republicana do país, cargo que assumirá no próximo domingo, 22, em cerimônia oficial no Congresso. O presidente da Corte Nacional Eleitoral, Oscar Hassenteufel, entregou a documentação a Morales em uma cerimônia pública, assim como para o vice-presidente Álvaro García Linera, aos 27 senadores a aos 130 deputados. O líder do Movimento Al Socialismo (MAS) ganhou as últimas eleições, realizadas no dia 18 de dezembro, com 54% dos votos, uma inédita maioria absoluta. Com o resultado das eleições, o MAS conquistou a maioria na Câmara dos Deputados ao somar 72 cadeiras, contra as 43 do Poder Democrático Social (Podemos), do ex-presidente direitista Jorge Quiroga, que recebeu apenas 28% dos votos válido. Na terça-feira, dia seguinte à diplomação, Evo Morales realizou uma visita a Buenos Aires, onde se reuniu com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e foi saudado em frente à Casa Rosada por um grande número de bolivianos que vivem naquele país. Segundo o líder boliviano, “a Argentina é uma aliada na resolução dos problemas energéticos da região”. E acrescentou: “estamos bastante interessados em fortalecer os acordos energéticos. Temos muito interesse em aumentar o volume de exportação e também em melhorar o preço, mas vamos discutir este tema quando o gabinete começar a trabalhar”. Evo Morales disse que pediu a colaboração de Kirchner “para que os bolivianos que vivem na Argentina tenham direito de votar na Assembléia Constituinte” que deve ser organizada na Bolívia. “Agimos para que os bolivianos que estão fora do país tenham direito ao voto. Agora, vamos garantir que tenham direito de votar, o que farão na Assembléia Constituinte, que servirá para unir a Bolívia”, ressaltou. |