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Al Jazira exige de Blair aliberação da gravação em que Bush ameaça a TV A rede árabe de televisão Al-Jazira contratou uma firma de advogados para levar adiante a sua exigência de acesso à transcrição parcial da conversa entre o George Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, na qual o norte-americano afirmou que a sede da emissora, localizada no Qatar, deveria ser bombardeada. “Gostaríamos de saber toda a verdade”, afirmou o repórter Yosri Fouda, chefe do escritório da emissora em Londres, que afirmou ter contratado a firma de advocacia Finers Ste-phens Innocent LLP, para “pressionar o governo britânico” a entregar a parte do registro da conversa que relata os planos de Bush para silenciar a TV árabe. Fouda disse que a rede pede somente a transcrição de “dez linhas” do diálogo, que envolvem exatamente a sede central da Al-Jazira em Doha, no Qatar. A denúncia dos planos de Bush foram reveladas pelo jornal londrino “Daily Mirror”, no final de novembro do ano passado e foi publicada devido ao vazamento de um memorando secreto do governo britânico que relata as conversas que foram realizadas em abril de 2004. Não seria a primeira vez que os EUA bombardeiam uma emissora de televisão. Isso já havia sido feito durante a agressão de 78 dias à Iugoslávia, em que a sede da TV iugoslava foi reduzida a escombros. Em 2001, os EUA bombardearam o escritório da TV árabe em Cabul, Afeganistão, e depois a Casa Branca se esquivou dizendo ter sido um “acidente” colateral. Após invadir o Iraque, os EUA bombardearam os escritórios da Al Jazira em Bagdá, matando vários funcionários, e repetiram a mesma desculpa. Posteriormente, o Pentágono proibiu a emissora de atuar no Iraque. |