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II Festival Nacional de Choro homenageia Radamés Gnatalli Festival promovido pela Escola Portátil de Música, no Rio de Janeiro, celebra o centenário do mestre Radamés, que formou grandes gerações de músicos Na última terça-feira, o Teatro Carlos Gomes, no Rio, abriu suas portas para alguns dos maiores nomes do choro, no show de lançamento do II Festival Nacional de Choro, que acontece de 22 a 30 de janeiro na cidade de Cunha, interior do Rio. O show, que levou ao palco nomes como Luciana Rabello, Maurício e Álvaro Carrilho, e Pedro Amorim, entre outros, já mostrou a força do evento promovido pela Escola Portátil de Música, referência no ensino de música popular no país. Em sua segunda edição, o Festival, que atrai músicos de todo o Brasil e também do exterior, promove uma verdadeira maratona musical. São nove dias de cursos, oficinas e práticas ministradas por nomes como Cristóvão Bastos, Maurício Carrilho e Luciana Rabello. O evento também conta com rodas e shows que transformam a cidade num verdadeiro caldeirão de chorinho, música instrumental urbana e brasileira por excelência, que a cada dia marca o seu peso e prestígio entre os admiradores da boa arte. Este ano o Festival homenageia o centenário de um dos grandes nomes do choro, o maestro Radamés Gnatalli, mestre fundamental de toda uma geração de importantes músicos que foram se formando no Brasil até os dias atuais. Arranjador, professor, inovador, Radamés valorizou a música instrumental, abriu espaço para novos maestros e arranjadores e foi responsável pela inclusão da orquestra na música popular brasileira. Radamés Gnatalli começou a tocar piano com a mãe, aos 9 anos. Aos 14, entrou para o Conservatório de Porto Alegre, sem no entanto deixar de freqüentar os blocos carnavalescos e serestas boêmias, o que já demonstrava a atração tanto pelo erudito como pelo popular, que marcaria sua carreira e imprimiria à sua obra a incrível capacidade para unir com maestria essas duas vertentes musicais, como os arranjos antológicos que criou para canções como “Lábios que Beijei”, gravado por Orlando Silva, e a “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, além de compor peças sinfônicas arrojadas e de imensa criatividade. Mestre de nomes como Raphael Rabello, Joel Nascimento e Maurício Carrilho; com passagem por todas as grandes rádios em sua época de ouro, Radamés também foi peça fundamental na redescoberta do choro na década de 70, divulgando o gênero e incentivando jovens músicos. O Festival, que tem patrocínio da Eletrobrás, acontece no Hotel Paineiras e Parque Ecológico, em Mendes, RJ. |