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Editorial

Para o Brasil crescer, S. Paulo precisa de Quércia

Eleito em 2002, após oito anos de governos tucanos que pilharam o país e promoveram o maior desmonte do Estado de que se tem notícia na história mundial, Lula iniciou a obra de reconstrução nacional.

O criminoso processo de privatizações pelo qual 121 empresas estatais foram subtraídas do patrimônio do povo brasileiro e açambarcadas pelos grandes grupos internacionais foi encerrado no plano federal. A política externa subserviente aos ditames de Washington foi invertida. O sucateamento da infra-estrutura energética, que redundou no apagão, bem como o da saúde e da educação pública foram detidos. A supressão de direitos dos trabalhadores e o descaso com as populações mais humildes e necessitadas, marcas registradas das administrações tucanas, foram superados.

O resultado dessas mudanças não tardou a aparecer. Crescimento das exportações; auto-suficiência na produção de petróleo; recuperação da infra-estrutura energética; inclusão de 11 milhões de famílias na rede de proteção social do Fome Zero, através do Bolsa Família e outros programas sociais; maior salário mínimo dos últimos 20 anos; redução de 13,7% no nível de desemprego; melhoria pela primeira vez em décadas no quadro da distribuição de renda; recuperação e expansão das universidades públicas; 200.000 bolsas a estudantes carentes nas universidades particulares; reconhecimento das Centrais Sindicais; avanço da Reforma Agrária. Muitos são os méritos e grandes os êxitos do governo do presidente Lula.

No entanto, numa área chave e decisiva Lula não conseguiu se desvencilhar da “herança maldita” legada por FHC.

A política de juros altos, comandada pelo BC, através do conhecido preposto dos banqueiros de Wall Street, o tucano Henrique Meirelles, segue impedindo a economia de crescer a nível compatível com as necessidades e possibilidades de uma grande Nação como o Brasil.

Ao sangrarem o setor produtivo nacional, para aumentar a renda dos bancos, os juros de Meirelles elevam a dívida pública, bloqueiam o investimento produtivo e estrangulam o crescimento.

O que faltou a Lula para alterar essa política não foi vontade, mas força política para fazê-lo.

O PT, ao longo desses anos, não lhe deu a segurança necessária para empreender outro caminho. Uma parcela, representada pelo ex-ministro Palocci, submeteu-se a Meirelles. A outra não conseguiu produzir uma alternativa. E o fato do mais importante estado da federação, que é São Paulo, ter estado sob comando político do PSDB consistiu num forte agravante dessas dificuldades.

Derrotar o PSDB nas eleições para o governo paulista é fundamental para enfraquecer a base que sustenta Meirelles e sua política no BC, a fim de aplainar o caminho para que o segundo mandado do presidente Lula seja, efetivamente, o da retomada do crescimento e o do reencontro do Brasil com sua vocação histórica.

E nada melhor do que vencer essas eleições reconduzindo Quércia ao governo de São Paulo. Porque ele é um político experiente que comprovou sua capacidade administrativa realizando um grande governo. Porque ele representa o que há de mais vigoroso no PMDB, partido com o qual o presidente Lula, conforme reiterou em diversas ocasiões, deseja e precisa realizar uma aliança estratégica para governar o Brasil. E, sobretudo, em razão de seu compromisso visceral e inquebrantável com o crescimento econômico.

Em nenhum momento Quércia deixou de bater nessa tecla, de apontar os malefícios da política de juros altos e da ingerência tucana numa área tão nevrálgica da economia, de oferecer seu integral apoio para o avanço que se faz necessário nesse plano, e que, com ele à frente do governo de São Paulo, seguramente virá no segundo mandato do presidente Lula.

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