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Cartas

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Deus de todos

Sempre que posso leio a página 7 que trata das notícias do Iraque. Na edição de 14 de julho houve um equívoco na tradução das palavras do Presidente Sadam Hussein: “foi salvo porque Alá quis”. A tradução correta seria “foi salvo porque Deus quis”. Isto para que não dê margem aos leigos entenderem que o Islã adora um “deus específico”. Seria a mesma coisa que traduzir um texto de uma igreja anglicana norte-americana dizendo que os mesmos adoram “God”. Allah (grafia correta do árabe) significa Deus em português, como Dios em espanhol. Creio que este “deslize” vem do tempo das cruzadas. Que este erro, que pode dar margem a sério erro de interpretação para os leigos, não encontre espaço neste brilhante veículo de informação. O Islã adora a Deus. Único Clemente e Misericordioso para todos.

Luciano Mansur - correio eletrônico

Nota da Redação: (Devido a um erro, estamos republicando a carta acima.) Luciano, você tem razão em apontar a questão. Como você pode ver na carta do presidente Sadam que hoje publicamos, geralmente preferimos usar “Deus”, ao invés de Alá. No entanto, é evidente que quando usamos a transliteração “Alá” (já que o alfabeto árabe não é o mesmo que o nosso, preferimos esta forma a “Allah”, pois o “h” em português não tem o mesmo som do inglês e outras línguas), estamos dando a conotação de que aquele que falou é um crente do Islã. Deus, realmente, é o mesmo. No entanto, as religiões não são as mesmas, e esta é uma forma de acentuar os aspectos culturais especificamente árabes, ou, melhor, islãmicos. 

Unidade nacional

Stalin sempre foi um exímio conhecedor das lutas do povo, pois sempre esteve entre elas, como responsável por agitação e propaganda, como editor de jornais e nas atividades clandestinas onde teve agudo contato com as minorias étnicas do interior da Rússia (curdos, judeus, ciganos, turcos, persas, entre outras). Daí porque entendia como poucos a realidade e o sofrimento dessas minorias, o que tornou-se fundamental para a consolidação da URSS, pós-1917. Com a vitória dos bolcheviques, a Rússia passa a primeiro país socialista da história, em 1917, e Stalin é eleito Comissário das Nacionalidades, órgão responsável pela questão racial-nacional, onde a 2 de novembro deste ano edita “A Declaração dos Povos da Rússia” com os seguintes princípios: abolição do jugo nacional; igualdade de direitos entre as nacionalidades; autodeterminação; fim dos “progroms”; exaltação da amizade e fraternidade; abolição dos privilégios nacionais; abolição das restrições religioso-nacionais; liberdade das minorias étnicas.  O Conselho dos Comissários do Povo ratificou os princípios da declaração e os defendeu com fervor revolucionário nos seus órgãos, os Sovietes de Deputados Operários, Camponeses e Soldados. Na proclamação “A Todos os Trabalhadores Muçulmanos da Rússia e do Oriente”, publicada em 22 de novembro de 1917, o governo bolchevique se dirigiu à comunidade muçulmana convocando-a para uma política libertadora, incentivando sua formação e o respeito às instituições muçulmanas no território russo. Esta atitude era uma luta contra o nacionalismo de cunho burguês, que, no fundo, agia em oposição à jovem nação socialista. O Comissariado das Nacionalidades, a cargo de Stalin, criou as Repúblicas de Tártaro-Bashquíria, Cazaquistão, Turquestão, ambas autônomas do Estado Soviético, fruto da nova política externa adotada por Lênin.

Alexandre Braga - correio eletrônico

Heloísa tucana Helena

Só dá Heloísa Helena na mídia... Alguns perguntarão: Como assim? Como pode estar com essa bola toda com os representantes do atraso político no Brasil? Calma! Aviso àqueles que estão sentindo-se atraídos pela conversa mole e “radical” dela.  A quem ela está atacando? Ao governo popular do Lula. Ela não passa de uma tucana com a plumagem camuflada, fica batendo no Lula, depois vai pedir colo ao FHC e ao Alckmin, o bonzinho, pois doou quase todo o patrimônio público de São Paulo, seguindo a cartilha do FHC, que por sua vez ajoelhou-se ao capital internacional e quase destruiu totalmente o Estado brasileiro, só sendo contido pela equipe do nosso presidente Lula. Digo mais: a função dessa senadora nas eleições presidenciais é dividir votos com Lula para tentar prejudicá-lo. O povo pode cochilar um pouco, mas não desaba em sono profundo, não demorará a despertar. Nunca na história traíras tiveram sucesso, e não há de ser agora que isso acontecerá.

Leandro Arcain - correio eletrônico

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