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Gastos com juros alcançam R$ 17,4 bilhões em junho O governo gastou com o pagamento de juros da dívida R$ 17,4 bilhões em junho, um salto superior a 143% sobre o mês anterior, quando foram desviados dos cofres públicos R$ 7,2 bilhões para essa finalidade. O estouro é resultado da política de juros estartosféricos implantada no país pelo governo de FHC e continuada pelo Banco Central, atualmente sob comando de Henrique Meirelles. Neste ano já foram consumidos pelos juros nada menos que R$ 81,6 bilhões, montante superior aos R$ 80,1 bilhões gastos no mesmo período do ano passado. Nos últimos doze meses, os agiotas tiraram dos cofres públicos R$158,7 bilhões somente em juros. O impacto dos juros fez com que a dívida pública atingisse no mês passado R$ 1,024 trilhão, o equivalente a 50,3% do Produto Interno Bruto. O mesmo ocorreu com a dívida em títulos públicos, que alcançou a marca de 1,016 trilhão, ou 49,9% do PIB. Nem mesmo o famigerado superávit primário foi suficiente para engordar os banqueiros que especulam com a dívida pública. Em junho, o dinheiro tirado dos investimentos voltado para fazer caixa para os agiotas totalizou R$ 10,4 bilhões. No primeiro semestre do ano, o superávit primário deixou longe a meta do próprio BC, atingindo R$ 57,2 bilhões, ou 5,77% do PIB, e em doze meses encerrados em junho ficou em 90,7 bilhões. Nem mesmo o tal superávit foi suficiente para matar a sede dos banqueiros, gerando um déficit nominal de R$ 6,9 bilhões, enquanto que no mês anterior o mesmo déficit ficou em R$ 855 milhões. |