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Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos: “Congresso de união CGTB-CBTE será marco na luta por direitos” Afirmou Rosalino de Jesus de Barros, presidente da CBTE (Central Brasileira de Trabalhadores e Empreendedores) O presidente da Central Brasileira dos Trabalhadores e Empreendedores (CBTE) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, Rosalino de Jesus de Barros, afirmou que “o Congresso de união com a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) será um marco na luta pelos direitos sociais e trabalhistas”. Rosalino defendeu a mais ampla unidade entre as centrais para garantir a regulamentação dos trabalhadores informais e do artigo 8º da Constituição - que garante a representação e o custeio das entidades sindicais. INFORMALIDADE De acordo com o líder metalúrgico, “entre os problemas que afetam a classe trabalhadora, ganha destaque o da informalidade, pois os trabalhadores acabam não tendo nenhuma garantia social”. “Temos um grande projeto que ainda está no papel, para que regularizemos os informais. Aí você pergunta, mas como se eles não têm carteira assinada? Nós podemos evidentemente fazer com que haja vontade de que todos os informais façam um recolhimento mínimo à Previdência. Nossa idéia é fazer com que os informais tenham direito a uma aposentadoria, tenham acesso à saúde, que hoje não têm. Infelizmente, está todo mundo aí solto por este enorme país, vendendo coisas em barraquinhas, pequenos negócios que, infelizmente, não têm nenhuma proteção”, acrescentou. O mais importante de tudo, destacou Rosalino, “é que a CGTB tem um sonho, e vem exercendo esse sonho, que é de tentar criar no país a central das centrais sindicais, para que os trabalhadores ganhem com isso. As disputas entre CUT, Força, CAT, SDS, CGTB e CGT às vezes prejudicam os trabalhadores, e a CGTB acha que não deve ser assim. O grande sonho da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) é um sonho que podia se tornar realidade, o de todo mundo estar dentro de um movimento sindical único, unitário, para, evidentemente, buscar defender os interesses da classe trabalhadora brasileira, não de grupos, não de segmentos, não de uma sigla qualquer”. DESENVOLVIMENTO Na avaliação de Rosalino, este é o desafio e o Norte do V Congresso de São Carlos, “que será histórico em todos os aspectos”. “A nossa expectativa é de que teremos 3.000 companheiros e companheiras presentes, debatendo temas de fundamental importância para o desenvolvimento social econômico do país para, logo depois, na prática, CGTB e CBTE unidas, trabalharem para encaminhar o entendimento a nível nacional. As duas centrais estão buscando o máximo de amplitude para a representação e tenho certeza que São Carlos será premiada por ter cedido sua cidade para a realização do Congresso. O Brasil ganhará muito após a realização deste Congresso”, concluiu. |