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Lino: “Em seis anos, Alckmin não assentou  uma única família”

Presidente nacional do MAST (Movimento dos Agricultores Assentados e Sem-Terra) denuncia  retrocesso em Sâo Paulo

“A categoria dos trabalhadores sem-terra vem recebendo forte apoio do governo federal, mas sofre em alguns estados. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, onde temos no cargo de governador, o Zeca do PT, só no ano de 2006 já foram feitos 15 assentamentos. Em São Paulo, com Geraldo Alckmin, do PSDB, nenhum assentamento foi feito há 6 anos”, afirmou Lino de Macedo, presidente nacional do MAST (Movimento dos Agricultores Assentados e Sem-Terra) e diretor da Central Brasileira dos Trabalhadores e Empreendedores (CBTE).

Segundo Lino, “o governo federal toma boas iniciativas mas, percebemos um retrocesso em estados de políticas opostas as de Lula. Na briga política, como sempre, quem perde é o povo”. Na avaliação do sindicalista, as críticas movidos por setores da imprensa devem-se às ações que o governo federal vem executando com responsabilidade na busca de solução para o problema da alta concentração da propriedade da terra no Brasil.

“Mais que gerar milhares de empregos e benefícios como moradia, os assentamentos garantem acesso à educação e o trabalhador passa a trabalhar formalmente, saindo da marginalidade. A garantia da democracia no país passa pela democratização do acesso à terra, com a criação de condições para que a população alcance outros bens e direitos fundamentais para a conquista da cidadania. Por isso a importância da reforma agrária”, frisou. 

IMPORTÂNCIA 

Cerca de 80% das cidades do país são essencialmente rurais, abrangendo 50 milhões de pessoas. De acordo com Lino, a agricultura familiar responde hoje por 38% do valor bruto da produção agropecuária do Brasil, 84% dos estabelecimentos rurais e por 77% da mão-de-obra do campo, produz 84% da mandioca, 67% do feijão, 58% dos suínos, 54% da bovinocultura de leite, 49% do milho, 46% do trigo, 40% de aves e ovos e 31% do arroz que chegam à mesa das casas dos brasileiros. Dentre as conquistas almejadas pelos trabalhadores do setor, em São Paulo, o Mast defende o assentamento de 1300 famílias acampadas há oito anos no Pontal do Paranapanema. “Aguardamos por uma moenda para produzirmos o biodiesel (petróleo renovado) a ser comercializado com a Petrobrás e, a contratação de técnicos agrícolas e veterinários para alguns assentamentos da CESP (Centrais Elétricas de São Paulo)”, ressaltou. 

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